ELEVATE, o novo programa de parceria da empresa se concentra em promover as metas e objetivos dos membros para suas ofertas de IoT por satélite, para ajudá-los a aproveitar ao máximo a crescente demanda por este tipo de solução. Já estabelecido em outros países, o programa visa ajudar os parceiros a atingir a taxa de crescimento anual composta de 25% em conexões de IoT por satélite projetada pela empresa de pesquisa Omdia.

“A demanda vem crescendo e, com ela, aumenta também a necessidade de as empresas contarem com um one stop shop para soluções de IoT”, explica o diretor de desenvolvimento de mercado da Inmarsat, Steve Tompkins. Para acelerar e centralizar as ofertas deste tipo de soluções, o ELEVATE será baseado em três pilares:
Com estes três pilares em curso, o programa tem como meta ajudar os parceiros participantes a alcançar um crescimento de dois dígitos nos próximos cinco anos, além de consolidar-se como o principal mercado de IoT para soluções que funcionam em qualquer lugar do mundo. “O Inmarsat ELEVATE ajudará nossos clientes a cumprir a promessa da IoT em qualquer lugar, ao mesmo tempo em que capacita o ecossistema de IoT por satélite mais amplo para torná-la realidade”, afirma Tompkins.
O executivo explica que, ao participar do programa, os parceiros se beneficiarão da presença global da Inmarsat, o que dará a eles a possibilidade de aproveitar oportunidades além de suas regiões operacionais. Além disso, a companhia também apoiará a criação de planos de crescimento personalizados para cada parceiro e ajudará as empresas a entender as regulamentações globais e o acesso ao mercado.
Tompkins explica que muitas destas oportunidades, assim como a escala necessária para o crescimento do ecossistema, terão o suporte da ELERA, rede de satélites L-band da Inmarsat considerada a mais confiável do mundo para IoT e conectividade segura de banda estreita. “A ELERA oferece mais espectro global do que qualquer provedor de banda L, com o recém-lançado satélite I-6 F1 da Inmarsat, e o I-6 F2, lançado no primeiro trimestre de 2023, fazendo o melhor uso do espectro disponível e fornecendo 50% mais capacidade por feixe”, diz.
O executivo reforça que a rede ELERA fornece uma espinha dorsal essencial para a inovação em IoT, já que permite aos parceiros de desenvolvimento dimensionar e expandir suas operações com o respaldo de sua confiabilidade e conectividade global. Desta forma, o ecossistema de parceiros permitirá o compartilhamento de conhecimento e a colaboração em uma escala sem precedentes, entre partes de todos os tamanhos, em todas as regiões e setores, enquanto o marketplace promoverá soluções de IoT para toda e qualquer necessidade de negócios.
Além disso, equipes técnicas dedicadas estarão à disposição para ajudar novos parceiros a testar, integrar e otimizar seus investimentos em conectividade via satélite. Para aqueles que lutam para acessar o capital necessário para apoiar esse crescimento, o ecossistema também oferecerá às empresas menores novas oportunidades de acesso ao financiamento por meio de sua comunidade financeira – fortalecendo ainda mais o crescimento do setor.
No Brasil
Tompkins explica que, no Brasil, o programa terá um foco bastante claro nos benefícios para os setores de agronegócio, utilities de energia e transporte. Ele aponta que, como as redes terrestres cobrem apenas parte do território nacional, o País conta com muitas áreas sem cobertura. “Temos 14 satélites e a explosão de tecnologias vai demandar conectividade. O agronegócio usa nossas soluções para levar mais eficiência para a produção, as empresas de energia, para conectar subestações remotas e as empresas de transportes, para gerenciar suas frotas”, reforça.
Como a tecnologia de conexão via satélite pode ser mais complexa para integrar em solução loT do que as redes terrestres, o ELEVATE deve tornar o seu uso mais acessível ao mercado substituindo, inclusive, o uso de redes privadas. “Estas redes funcionam em situações específicas porque precisam de áreas delimitadas. Os satélites têm vantagem por serem escaláveis e poderem atuar em regiões diversas. No Brasil temos clientes que utilizam nossas soluções para telemetria ao longo de estradas”, reforça.
O foco do programa é ampliar o desenvolvimento e a oferta destas soluções, trabalhando com empresas e startups que vão atender os usuários finais. Por isso, o executivo reconhece tratar-se de um ecossistema aberto, que deve reunir provedores de IoT de diferentes áreas, desenvolvedores de software, de middleware e de componentes. “Queremos trabalhar com todas as empresas que interagem com clientes nos setores que são nosso foco”, afirma.
Casos de sucesso
Já em operação em outros países, o ELEVATE começa a apresentar seus primeiros frutos. Um exemplo é a AnsuR Technologies, um software house norueguesa criada em 2005 para ajudar as Nações Unidas (UN) com transferência de imagem em resposta a desastres. Desde então, a empresa ampliou sua atuação, da criação de uma comunicação visual inovadora em soluções para situações de emergência para o desenvolvimento de soluções para diversos clientes governamentais e privados.
Ao participar do Inmarsat ELEVATE, a companhia se viu diante de um leque de novas oportunidades com o desenvolvimento de soluções de software para qualquer caso de uso comercial ou industrial onde a informação visual é necessária para fazer backup de sensores IoT tradicionais. Com isso, a empresa vem desenvolvendo, por exemplo, soluções de inspeção remota para o setor de utilities.
As ferramentas desenvolvidas pela AnsuR permitem que empresas de serviços públicos tenham acesso a dados de alta precisão em formato de fotografias, videoclipes ou streaming em tempo real de locais de difícil acesso por meio de conectividade com largura de banda restrita.
Outro exemplo é o da Farmbot. Fundada em Sydney em 2014, a empresa desenvolve tecnologia para auxiliar produtores de alimentos com monitoramento remoto da água. O software do Farmbot mantém os agricultores e pecuaristas informados sobre “suas águas” em seus smartphones ou laptops. Com isso, eles se beneficiam de relatórios quase em tempo real sobre níveis, tendências e notificações de alerta entregues por meio do dispositivo Farmbot Monitor IoT.
A empresa vem crescendo significativamente nos últimos anos e a tendência é que sua solução de monitoramento de água se torne um padrão em técnicas de monitoramento remoto em tempo real. Desde que ingressou no programa Inmarsat ELEVATE, a Farmbot vem expandindo a oferta de seus produtos e desenvolvendo um novo sistema de câmeras inteligentes baseado em inteligência artificial (IA). A expectativa da companhia é que a colaboração com outras agrotechs e desenvolvedores de soluções IoT sejam fundamentais em seu processo de expansão global.
“São dois exemplos do que o programa pode fazer. Ao lançá-lo aqui, vamos torna-lo mais específico para o Brasil e para a América Latina, trazendo parceiros e soluções locais”, conclui Tompkins.
O programa Inmarsat ELEVATE será lançado oficialmente no Brasil nos dias 26 e 27 de outubro, em um evento realizado no Centro Brasileiro Britânico (CBB), em São Paulo. Quer saber mais e participar dessa iniciativa? Saiba como aqui.