Logotipo IT Forum
IT Forum Instituto Itaqui Distrito Itaqui IT Invest
IT Forum - A Comunidade de Tecnologia se Encontra Aqui
  • Todas as notícias
  • Negócios
  • Liderança
  • CIO
  • Carreira
  • IA
  • Cibersegurança
  • Plataformas
  • ESG
  • Vídeos
  • Nossas colunas
  • Colunistas
  • Pesquisas
  • Prêmios
Revistas
  • IT Forum Líderes
  • Series
  • Histórias da TI
  • Ver todos
  • Todos os eventos
  • IT Forum Trancoso
  • IT Forum Forte
  • IT Forum Mata
  • Sobre o HIT
  • Todos os materiais
Todas as notícias Negócios Liderança CIO Carreira IA Cibersegurança Plataformas ESG Vídeos
Nossas colunas Colunistas
Pesquisas Prêmios
Revistas
Todos os videocasts E agora, TI? Entre Tech IT Forum Líderes Series
Todos os eventos Trancoso
Todos os materiais Todos os materiais
  1. Home
  2. Notícias
  3. Carreira
  4. O protagonismo dos técnicos field na era da transformação digital: entre a uberização e os desafios da pejotização
field service
técnicos field
uberização

O protagonismo dos técnicos field na era da transformação digital: entre a uberização e os desafios da pejotização

Empresas que entenderem que a experiência do cliente começa e muitas vezes termina na performance do técnico Field, sairão na frente

Publicado:
12/06/2025 às 17:22
Aquiles Nogueira
Aquiles Nogueira
Leitura
5 minutos
field service
Imagem: Shutterstock

Por Aquiles Nogueira

Na era da transformação digital, poucos profissionais são tão estratégicos — e, ao mesmo tempo, tão pouco reconhecidos — quanto os técnicos de campo (Field Services). Eles são, muitas vezes, o único ponto de contato físico entre empresas de tecnologia e seus clientes. São eles que instalam, mantêm, configuram e reparam os ativos que sustentam a operação de milhares de empresas e milhões de usuários.

No entanto, à medida que a digitalização acelera, cresce também uma contradição no modelo de trabalho desses profissionais. Enquanto as empresas evoluem tecnologicamente, muitas ainda operam sob estruturas de contratação que fragilizam o elo mais crítico da jornada do cliente: o ser humano que materializa a entrega do serviço.

Leia também: Nobel de Economia, Paul Romer não confia na IA generativa

O técnico field como vitrine da experiência do cliente

No momento da entrega, da manutenção ou da resolução de um problema, o técnico não representa apenas a empresa — ele é a empresa. Sua postura, conhecimento, capacidade de resolver, de comunicar e de gerar confiança impacta diretamente a percepção da marca, a satisfação do cliente e, consequentemente, os indicadores de renovação de contratos e fidelização.

Não há transformação digital, automação ou Inteligência Artificial que substitua a importância desse papel. Ainda que IoT, monitoramento remoto e automação sejam aliados poderosos, é no campo — na interação humana — que muitos problemas se resolvem e a credibilidade se constrói.

Por isso, as empresas que realmente valorizam a experiência do cliente já entenderam que a capacitação, o desenvolvimento comportamental e a autonomia operacional dos técnicos Field são investimentos estratégicos, e não custos operacionais.

A uberização dos serviços de tecnologia: flexibilidade com custo social

O avanço da transformação digital trouxe consigo uma mudança profunda na forma como os serviços são estruturados. Modelos baseados em plataformas, que conectam empresas e profissionais, ganharam força e escalaram de forma agressiva. Surgiu, então, a chamada “uberização” dos serviços de tecnologia, com características muito claras:

· Descentralização da força de trabalho;

· Contratações por demanda, com pagamentos por atendimento ou serviço executado;

· Baixa exigência formal de vínculo, oferecendo flexibilidade para ambas as partes;

· Pressão intensa por redução de custos operacionais.

Este modelo, embora ofereça ganhos expressivos de capilaridade e agilidade, tem efeitos colaterais preocupantes. O primeiro deles é a comoditização do serviço técnico, na medida em que o preço se torna muitas vezes o principal — quando não o único — critério de seleção.

Além disso, observa-se uma erosão na qualificação dos profissionais, fruto da falta de investimentos estruturados em treinamento, desenvolvimento de habilidades e melhoria contínua. O mercado, então, se enche de profissionais que operam na lógica do volume, e não na excelência.

Pejotização e os riscos jurídicos: o fio da navalha

Por trás da uberização, cresce a pejotização do trabalho no setor de tecnologia. Contratar técnicos como pessoas jurídicas, eliminando vínculos empregatícios, tornou-se prática comum, especialmente em serviços de campo e suporte.

Se, por um lado, este modelo proporciona flexibilidade, redução de encargos e aumento da capilaridade, por outro, ele caminha cada vez mais próximo da linha tênue que separa a legalidade da precarização.

O tema ganhou ainda mais relevância com os recentes julgamentos do STF, que vêm redefinindo os limites da terceirização, da contratação de autônomos e do uso de plataformas.

· A decisão sobre a ADPF 324 e o RE 958252, que permitiu a terceirização irrestrita, abriu espaço para contratações mais flexíveis, mas não blindou empresas contra o reconhecimento de vínculo empregatício quando configurados os elementos da relação de trabalho (pessoalidade, subordinação, habitualidade e onerosidade).

· Mais recentemente, o STF começou a firmar entendimento, em casos envolvendo plataformas como Uber, 99 e iFood, de que, quando há subordinação algorítmica, controle de jornada ou dependência econômica, pode haver sim vínculo de emprego — algo que acende um alerta importante também para o setor de TI.

O risco jurídico não é mais abstrato. Ele é real, presente e crescente. Empresas que operam sob o modelo de contratação massiva de técnicos via pessoa jurídica, sem uma estrutura mínima de compliance trabalhista, estão expostas não apenas a passivos bilionários, mas também a danos reputacionais severos.

O futuro dos field services: entre valorização e responsabilidade

O setor de tecnologia precisa enfrentar um dilema urgente: como conciliar flexibilidade operacional com responsabilidade social e jurídica?

A resposta passa, inevitavelmente, por uma revisão profunda dos modelos de gestão de pessoas. É possível — e necessário — criar modelos híbridos, que combinem:

· Contratações flexíveis, mas com critérios rigorosos de compliance trabalhista;

· Programas robustos de desenvolvimento técnico e comportamental;

· Investimentos em tecnologia de suporte ao trabalho de campo, que ampliem a autonomia e a capacidade de resolução dos técnicos;

· Modelos de remuneração que valorizem a qualidade da entrega, e não apenas o volume de atendimentos.

Empresas que entenderem que a experiência do cliente começa — e muitas vezes termina — na performance do técnico Field, sairão na frente. E, nesse contexto, adotar modelos de trabalho que equilibrem eficiência, responsabilidade e sustentabilidade não é mais uma escolha. É uma questão de sobrevivência e diferenciação no mercado.

Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!

Seta para cima
Mais lidas
Notícias

Nodes Tecnologia lança aplicação que adiciona camada de proteção às soluções antivírus

7 anos atrás

1
Inteligência Artificial

Chatbots sem inteligência artificial: a fórmula que cansou

1 ano atrás

2
Notícias

TV Digital: tudo o que você precisa saber sobre a migração

9 anos atrás

3
CIO

5 novos empregos interessantes de TI – e por que eles podem pegar

5 anos atrás

4
Acervo

Letramento digital e revisão de processos são os novos pilares da IA no varejo

2 meses atrás

5
Logo IT Forum
Newsletter
As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada.
Instagram Linkedin Facebook Tiktok Youtube
1 / 1
field service
técnicos field
uberização
Autor
Aquiles Nogueira
Aquiles Nogueira

Aquiles Nogueira é gerente de Serviços na Positivo Tecnologia e pesquisador de TI pela UFPR.

Ver publicações deste autor
Notícias relacionadas
Ver mais Seta para direita
Notícias relacionadas
Ver mais Seta para direita
Capital cognitivo híbrido, o próximo capital das organizações
Gestão
Capital cognitivo híbrido, o próximo capital das organizações

Heriton Duarte

2 meses atrás

Dilema da IA está entre escalar produtividade e preservar confiança
Inteligência Artificial
Dilema da IA está entre escalar produtividade e preservar confiança

Déborah Oliveira

2 meses atrás

“O varejo não compete mais por canal, mas por capacidade de movimentar produtos”, diz CIO da Motz
Inteligência Artificial
“O varejo não compete mais por canal, mas por capacidade de movimentar produtos”, diz CIO da Motz

Pamela Sousa

2 meses atrás

Xerox anuncia nova estrutura global para o mercado da Print
Negócios
Xerox anuncia nova estrutura global para o mercado da Print

Redação

2 meses atrás

Conectando a tecnologia e o futuro dos negócios

Insights e inovações para líderes no IT Forum.

Conteúdos

  • Notícias
  • Colunas
  • Pesquisas
  • Series
  • Revistas
  • Videocasts
  • Eventos

Notícias

  • Todas as notícias
  • Negócios
  • Liderança
  • CIO
  • Carreira
  • Inteligência Artificial
  • Cibersegurança
  • Plataformas
  • Sustentabilidade
  • Vídeos

IT Forum

  • Sobre nós
  • Envie seu Release
  • Mídia Kit
  • Contato
  • Expediente
  • Cultura
  • Distrito Itaqui
  • Anuncie
  • Notícias
  • Colunas
  • Pesquisas
  • Series
  • Revistas
  • Videocasts
  • Eventos
  • Todas as notícias
  • Negócios
  • Liderança
  • CIO
  • Carreira
  • Inteligência Artificial
  • Cibersegurança
  • Plataformas
  • Sustentabilidade
  • Vídeos
  • Sobre nós
  • Envie seu Release
  • Mídia Kit
  • Contato
  • Expediente
  • Cultura
  • Distrito Itaqui
  • Anuncie

Logo do IT Forum
Estr. Dr. Yojiro Takaoka, 4601 - Ingahi, Itapevi - SP, 06696-050
Icone Instagram Icone Linkedin Icone Facebook Icone TikTok Icone YouTube
  • Link Política de privacidade
  • Link Fale conosco
  • Link Termos de uso
  • Link Trabalhe conosco
Copyright © 2026 IT FORUM - Todos os Direitos Reservados