O G1, que também vinha sendo chamado de Dream, foi apresentado nesta terça-feira (23/09) e estará disponível a partir de 22 de outubro nos Estados Unidos pela operadora T-Mobile. Saiba antes algumas características do aparelho, que já tem previsão de conquistar 4% do mercado de smartphones dos Estados Unidso no último trimestre de 2008.
Veja a galeria de fotos do G1 no IT Web.
+ Cinco coisas para gostar:
1. Touch screen como do iPhone – o G1 tem uma tela sensível ao toque como a do aparelho da Apple – capacitive touch screen. Isso significa que ele responde bem aos comandos. O aparelho também tem o haptic feedback, que permite que você saiba quando certas ações foram executadas
2. Interface fácil de usar – a interface pareceu bastante intuitiva à primeira vista, e não trazia a pergunta: “por que eles fizeram isso”?. O layout foi fácil de entender e fazia sentido
3. Boa integração com os serviços do Google – sério, não poderia trabalhar melhor em conjunto. Gmail, Google Map com Street View, Google Search, youtube e outros estão integrados à interface e funcionam prefeitamente.
4. Ter um teclado – gosto do meu iPhone, mas digitar nele pode ser trabalhoso. O G1 tem um teclado real, físico, para se escrever emails, mensagens instantâneas e de texto.
5. Atualização – a interface do Android é de código aberto e pode ser atualizada e expandida a qualquer momento. O Google, a T-Mobile e a HTC prometeram isso, pelo menos.
+ Cinco coisas para não gostar:
1. O hardware – desculpas HTC, mas o G1 parece um produto de quinta categoria. Compreendo que os modelos que vimos hoje não devem ser os que chegarão às ruas, mas eles pareciam ter sido colocados às pressas. As partes plásticas não tinham muita qualidade e a trackball não funcionou todas as vezes.
2. A câmera – o G1 tem uma câmera de 3 megapixel com foco automático, mas não tem flash, nem uma lente protetora. Também parece ser um pouco lento, e as fotos que eu tirei não ficaram com a melhor das qualidades.
3. O teclado – teclados QWERTY em smartphones são engraçados. Alguns são ótimos, outros uma porcaria. O do G1 fica no meio das duas coisas. Os botões são pequenos, retos e não te dão a sensação de que você está pressionando. A maioria das pessoas levará um tempo para se acostumar com isso.
4. Sem saída para headphone – isso é uma coisa que a HTC tem que trabalhar em sua linha, não só no G1. Nada de entrada 2,5 mm nem de 3,5 mm. Isso significa que você tem que usar um adaptador USB se quiser ouvir música. Tenho que perguntar, porque colocar um player de mídia se você vai dificultar o uso de headphones. E o que é pior, o G1 não suporta Bluetooth stéreo (ainda), então o adptador é a sua única escolha. Se liga HTC, e arrume um jeito de colocar uma conexão de 3,5 mm em seus aparelhos.
5. Sem sincronização com o PC – o Google acredita na nuvem, e em nenhum lugar isso fica mais evidente do que no G1. Não há um programa para sincronização do aparelho com o computador. Isso significa que se você quiser fazer isso, terá que fazer pela internet. Enquanto estas é umas das grandes características do G1, muitas pessoas vão preferir ter mais controle e sincronizar diretamente do seu computador.