O mundo digital gera riscos novos, diferentes e mais elevados. A grande maioria (89%) dos CIOs concorda com essa afirmação, é o que aponta estudo realizado pelo Gartner. Além disso, 69% dos 2,8 mil CIOs entrevistados de mais de 80 países afirmam que agilidade é item cada vez mais importante em relação ao gerenciamento de riscos.
Para orientar os CIOs nessa terceira era da realidade “digital agora, digital primeiro”, Dave Aron e Graham Waller, autores da pesquisa, destacam três imperativos notáveis para que os CIOs mudem seus comportamentos de liderança digital.
1. Mudar prioridade de “legado” para “digital”: para ter sucesso em um mundo digital, as empresas devem sair da inércia e da complexidade negativa e focar no futuro a partir de uma perspectiva digital e trabalhar regressivamente. Isso inclui mudar do relato retrógrado para a analítica preditiva, combinada com a experimentação dirigida por dados. O conselho de inovação transversal de carros da Volvo, por exemplo, discute ideias para pensar como o digital pode resolver os problemas cotidianos com carros conectados. Para o vice-presidente e CIO da Volvo, Klas Bendrik, existe grande quantidade de falhas nos fornecedores on-line. A empresa trabalha para criar uma chave digital temporária para que os fornecedores possam fazer manutenções acessando diretamente o sistema dos carros.
2. Mudar as medidas de “visíveis” para “valiosas”: o sucesso do negócio digital requer a construção de plataformas que possam não gerar retorno do investimento (ROI, na sigla em inglês) imediato, mas lidar com mudanças rápidas e incertezas, além de gerenciar valores dinamicamente. Os CIOs também devem categorizar investimentos como “receosos”, para manter o negócio funcionando; “baseados em fatos”, para permanecer no modelo de negócio da empresa; e “baseados em fé”, com o gerenciamento capaz de lidar com eles.
O valor é criado aumentando a receita por dólar do custo de TI, que é igual à produtividade de TI. A Volvo entende as oportunidades do valor digital de longo prazo. A empresa formou uma equipe inovadora para “levar a TI para os carros da Volvo” e inspirar seu grupo de trabalho. “Há até poucos anos, a atitude era ‘se você não faz nada, você não pode fazer nada errado’”, afirma o executivo, que agora incentiva toda a equipe de TI a estabelecer e contribuir para a inovação.
3. Mudar de “controle” para “liderança visionária”: a liderança de “comando” e “controle” não se encaixa no mundo digital. A liderança digital é quase sempre uma questão de visão e inspiração. Treinamento e inspiração são tarefas centrais para CIOs determinados a se tornar líderes digitais. Esses executivos sabem disso: 75% planejam mudar seu estilo de liderança nos próximos três anos, ampliando sua visão (47%) enquanto reduzem o comando e o controle (65%). Na Volvo, Bendrik tenta modelar o comportamento voltado para o cliente e reserva tempo nas reuniões de gerenciamento para discutir megatendências.
Além da parceria com os acionistas mais importantes do negócio, CIOs precisam aumentar a inteligência digital de suas empresas. Fundamentalmente, líderes de TI e outras áreas devem comandar a revolução da cultura digital por meio de seus negócios, e possivelmente de seus ecossistemas.
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