O diretor e os gestores da TI podem desenvolver um plano de ações e segmentá-lo da seguinte forma
Todo começo de ano é época de validar ou até mesmo implementar o planejamento estratégico para o ano fiscal vigente. É claro que a área de Tecnologia da Informação não poderia ficar de fora.
Mas planejar ou desenvolver um plano de ação não é somente pensar em investimentos, manutenção e pessoal.
Planejar é, antes de tudo, entender quais são os modelos de planos de ação mais viáveis para a organização e consequentemente para os negócios.
Será um ano para manter a operação estável ou um ano de mudanças estratégicas?
A alta direção pode até pensar que será um ano difícil e manter a operação é o mais sensato. Porém a área de TI pode ajudar na análise de viabilidade dos rumos para o próximo ano.
O diretor e os gestores da TI podem desenvolver um plano de ações para nortear o planejamento estratégico e segmentá-lo da seguinte forma:
• Manutenção
• Melhorias Estratégicas
• Avanço Tecnológico
Confira alguns exemplos para entender os modelos.
Manutenção
Objetivo: Manter no curto prazo (Ex.: oito meses) o ambiente sem atualizações tecnológicas, atendendo somente as necessidades essenciais aos negócios.
Benefícios: Baixo custo neste ano, foco na operação atual e sem perda de performance na manutenção do ambiente.
Desafios: Suportar as necessidades das áreas com os sistemas e infraestruturas atuais.
Riscos: Ineficiência Operacional, migração de altos custos para o próximo ano (2020).
Melhorias Estratégicas
Objetivo: Iniciar as melhorias e inovações a médio prazo (Ex.: 18 meses) dos principais ambientes, mantendo o ambiente atual para suportar as necessidades operacionais e de negócios.
Benefícios: Alguns sistemas críticos começam a ser reconstruídos /desenvolvidos e disponibilizados, aumentando a eficiência em algumas áreas em um primeiro momento, sem afetar a operação. Os benefícios são colhidos ainda este ano (2019).
Desafios: Investimentos e Pessoas (Horas x Equipe)
Riscos: Alguns atrasos podem acontecer visto a divisão de tarefas (Manter e Desenvolver).
Avanço Tecnológico
Objetivo: Iniciar as melhorias e inovações a longo prazo (Ex.: 24 meses) dos principais setores, com uma cobertura tecnológica mais ampla, cobrindo mais áreas e entregando o novo ambiente de forma mais ágil para os negócios.
Benefícios: Foco total na entrega de um novo sistema de gestão e novos sistemas críticos, aumentando a eficiência em muitas áreas. A eficiência operacional começa a ser visualizada por todas os âmbitos
Desafios: Altos Investimentos em Pessoas (Contratação x Horas x Equipe), pois nesse modelo é necessário “dobrar” as equipes (Desenvolvimento e Suporte) / dois anos.
Riscos: O negócio não acompanhar a velocidade das mudanças sistêmicas (homologações) e processos internos, fora as necessidades de negócios, causando desgastes e entraves.
Mas como escolher o melhor modelo?
Vai depender das necessidades de cada empresa e da visão estratégica.
Para cada modelo deve ser apresentado um mapeamento dos custos, ambientes suportados, manutenções e divisão clara de OPEX (Operational Expenditure) – em resumo custos operacionais e CAPEX (Capital Expenditure) – em resumo custos de investimentos e melhorias.
Assim, com um olhar mais “dinâmico e estratégico” a TI pode contribuir e inovar em opções e maturidade no planejamento estratégico 2019, evitando surpresas desagradáveis e podendo ser realmente parte do crescimento sustentável na organização.
(*) Carlos Macedo é executivo de TI da innovativa executivos associados