A Infraestrutura da Civilização, que será pautada por software e serviços de TI, será uma nova plataforma digital que se estenderá para além da infraestrutura tradicional de tecnologia da informação utilizando novas tecnologias atípicas para a área, acredita o Gartner.
Segundo o instituto de pesquisas, uma nova plataforma digital permitirá que empresas participem do mundo evolutivo dos negócios, governo e ecossistemas de consumidor porque esses ecossistemas são a próxima evolução digital. São como se compete em escala.
O Garter acredita que a nova plataforma digital consiste em cinco domínios: sistemas tradicionais de TI, experiência do cliente, internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), inteligência e fundação de ecossistemas. “Esses domínios estão interconectados e são interdependentes. Todos têm uma função e todos são necessários”, explica Val Sribar, vice-presidente de Grupo do Gartner. Confira abaixo os cinco domínios da nova plataforma digital:
1. Sistemas tradicionais de TI
É a forma como os CIOs dirigem e escalam operações, construindo em cima do que já foi criado, utilizando sistemas tradicionais de TI de alta performance (como os data centers e redes) e modernizando para serem parte da plataforma digital.
Por exemplo, empresas líderes de mercado já estão na metade do caminho de transição para a nuvem, começando pelas áreas de Vendas e Marketing e agora com metade das capacidades de suporte em vendas já em cloud. Essa migração continuará até o final da década para áreas como RH, Compras e Gestão Financeira. “É preciso tornar as capacidades de nuvem, mobilidade, social e dados o foco das empresas enquanto investem na resiliência, continuidade dos negócios e recuperação de desastres, visão e abordagem externa híbrida”, afirma o executivo.
2. Experiência do cliente
É como os CIOs se conectam e envolvem em novas empreitadas. A experiência digital pode ser a única interação entre os clientes e a organização. É assim que as empresas se comportam no mundo digital. As companhias pioneiras estão explorando como as novas experiências de realidade virtual e aumentada mudarão o engajamento com os clientes.
“No mundo dos chatbots e dos Assistentes Pessoais Virtuais (VPAs, do inglês Virtual Personal Assistants), os aplicativos de celular e até mesmo a presença das organizações na web se tornarão muito menos relevantes”, aponta o Sribar. “O novo diferencial competitivo é entender a intenção do cliente por meio de algoritmos avançados e da inteligência artificial, criando novas experiências que resolvam os problemas antes até mesmo que os clientes percebam que existam.”
3. IoT
É a maneira como a empresa sente e age no mundo físico. Adicionar dispositivos ao domínio da IoT é a parte fácil. Já processos, fluxos de trabalho e integração de dados são bem mais complicados. De fato, dois terços das empresas já tiveram de reestruturar seus sistemas de TI existentes para acomodar a IoT.
A internet das coisas também muda a forma como os CIOs devem investir em Analytics porque o tempo para tomada de decisões mudará de dias para minutos e então para instantes. Os executivos devem planejar a mudança de seus investimentos para Analytics em tempo real, que até 2020 será três vezes mais utilizado do que o Analytics tradicional, constituindo 30% do mercado.
4. Inteligência
É como os sistemas analisam, aprendem e decidem de forma independente. Os CIOs começam com a gestão tradicional, ciência e inteligência dos dados. Os algoritmos determinam a ação. O novo tipo de inteligência, dirigido pela aprendizagem de máquina, é a inteligência artificial.
“Estamos construindo máquinas que aprendam com a experiência e que produzam resultados que seus criadores não previram explicitamente. São sistemas que podem experimentar e adaptar-se ao mundo por meio dos dados coletados. A aprendizagem de máquina e a inteligência artificial mudam na velocidade dos dados, não na velocidade da liberação de códigos, que têm agora as informações como nova base”, explica Sribar.
5. Base de Ecossistema
É o modo como a empresa interage como uma instituição no mundo digital e vai além da capacidade de decidir. Os CIOs precisam desenvolver a capacidade de interagir com os clientes, parceiros, indústrias adjacentes e até mesmo com a concorrência de forma que os ecossistemas permitam a transformação de negócios tradicional com cadeias de suprimento de valor lineares para os negócios com ecossistemas digitais em rede.
“Muitos modelos de indústria irão se transformar com os ecossistemas digitais, mudando de simples relações dirigidas por intermediários para parcerias distribuídas gerenciadas por um sistema de registro compartilhado como o blockchain. Construir um ecossistema forte ajudará a administrar a transição. Os ecossistemas são o futuro do digital”, diz o VP do Gartner.