O mercado de software-como-serviço já percorreu um longo caminho. Mesmo assim, alguns mitos ainda persistem, apesar de anos de evolução na adoção de SaaS e nos padrões de implementação.
Vendedores on-premise têm ajudado a manter vivos mitos como “SaaS é para aplicativos simples” e “SaaS é para as pequenas empresas”. Diante disso, alguns defensores da modalidade alegam que a nuvem permite economizar tempo e dinheiro. Muitos concordam com isso, segundo pesquisa conduzida pela InformationWeek sobre inovação em SaaS, que entrevistou em agosto cerca de 300 profissionais atuantes em negócios ligados à tecnologia – mesmo assim, descobriu-se alguns dissidentes mesmo entre os usuários de SaaS.
Com base no levantamento, listamos alguns mitos que precisam ser derrubados.
1. SaaS cria “outras TIs”
Há muitas conversas sobre a compra não autorizada de serviços de SaaS mas, aparentemente, há um certo exagero sobre o problema. Entre os 300 entrevistados da pesquisa, 50% dizem que usam somente serviços de SaaS sancionados pela TI, enquanto só 3% dizem que há serviços SaaS não sancionados em uso. A opção de SaaS “tanto sancionado e não sancionado” SaaS é relatada por 16% dos entrevistados.
2. Opositores ao SaaS usam a segurança como desculpa
Se é uma percepção ou realidade, 22% dos entrevistados que dizem não ter planos de usar SaaS e concordam com a afirmação de que o serviço “não é seguro o suficiente”. Mas a razão principal para não adotar SaaS, citada por 38% dos respondentes sem planos de ir para a nuvem é “não há necessidade para o negócio”, enquanto 27% concordam com a afirmação, “aplicações hospedadas internamente atendem melhor às necessidades de nossos usuários”.
Os riscos de segurança – sejam reais ou uma percepção – são apenas “uma desculpa” para alguns, uma vez que 16% dos participantes que não utilizam SaaS afirmam que são impedidos de adotar a modalidade por questões regulatórias. Em muitos países europeus, por exemplo, há requisitos de hospedagem local dos dados. Nesse caso, a percepção é uma realidade. É por isso que fornecedores de SaaS, incluindo Salesforce.com e outros, estão construindo centros de dados na Europa.
3. SaaS é para aplicativos leves
Este ponto de vista é de cinco anos atrás. Em uma escala de 1 considerada “inadequada” a 5 considerada “ajuste perfeito” para a nuvem (e sem considerar aplicativos gratuitos voltados para o consumidor), os entrevistados classificam a colaboração (e-mail, chat, calendário, wiki e videoconferência) em primeiro lugar; produtividade (Microsoft Ooffice 365, Google apps) em segundo; em terceiro, CRM; análise em quarto; ERP em quinto (mesmo ERP teve uma classificação média de 2,9 na escala de 1 a 5). O resultado mostra que mesmo o ERP está indo para a nuvem, e fornecedores como NetSuite e Workday estão provando isso.
4. SaaS é para pequenas e médias empresas
Esse é outro mito equivocado. As receitas e o número de funcionários de empresas que usam SaaS não diferiram significativamente da distribuição entre todos os entrevistados. Na verdade, as empresas que adotam SaaS são mais propensas a serem organizações com mais de mil empregados do que com menos de mil funcionários (55% versus 45). Outro dado que chama atenção é que 67% das organizações muito grandes (com 10 mil empregados) já estão usando SaaS, enquanto esse número é de 59% entre as pequenas empresas (com menos de 50 empregados).
5. SaaS economiza tempo e dinheiro
Embora muitos concordem com essa frase, outros pensam diferente. De fato, 15% dos usuários de SaaS relatam que a modalidade oferece “nenhum benefício”, no contexto da declaração, “Economizamos dinheiro porque é necessária uma pequena ou nenhuma equipe de TI na operação”. E 19% disseram que não há benefício quando questionados se “os fornecedores de SaaS satisfazem seus SLAs sem precisar da TI”. Serviços de SaaS podem raramente funcionar de maneira isolada e, por isso, é preciso contar com alguma atuação da equipe de TI a fim de fazer a integração com aplicativos on-premise de TI e fontes de dados.