O CIO da Royal Caribbean International, Bill Martin, sente uma crescente demanda por novos projetos de TI. A companhia No último ano, a companhia lançou ao mar o maior cruzeiro da história e tem planos para novos grandes embarques em 2010 e 2011. Com mais de 5,4 mil passageiros a bordo, a expectativa por tecnologia é imensa e a TI precisa participar desse processo para atender aos anseios.
Conversamos com Martin para uma recente reportagem de InformationWeek EUA, onde ele e outros executivos comentaram o crescimento orientado por projetos de TI. Como a Royal Caribbean integra esse time, separamos cinco tecnologias emergentes que Martin colocou para rodar. São soluções que desafiam o mundo real e já podem ser testadas pelos hóspedes dos cruzeiros.
1 – Reconhecimento facial
Quando os hóspedes fazem o check in no ?Oasis of the Sea”, em um dos 90 pontos de atendimento, um membro da equipe recolhe uma foto em alta resolução, que é enviada para o sistema de embarque e integrada à chave do quarto do passageiro. A foto está, então, no sistema de segurança, mas também no sistema de vendas. Os hóspedes podem acessar as fotos nos quiosques ou na sala de TV interativa. O software de reconhecimento facial não é perfeito, mas “tem 90% de eficiência”, afirma Martin.
2 – Câmeras para reconhecimento de corpo
O Oasis of the Seas é o maior navio de cruzeiro já lançado, e um dos princípios da companhia é tolerância zero para filas, explica Martin. Assim, em cada um dos 24 restaurantes, câmeras de reconhecimento de corpo contam o número de pessoas acomodadas e se há alguém esperando. Os dados podem ser interessante para saber a efetividade do combate às filas durante os cruzeiros.
3 – Mídia interativa
Os dados dos restaurantes são enviados em tempo real, em formato de sinais vermelho, amarelo e verde, para 300 paineis espalhados no navio. Assim as pessoas podem fazer a escolha mais acertada. “O impacto disso é que você nunca ficará em fila porque, na medida em que a lotação do espaço for se esgotando, você terá a indicação no painel, e terá tempo para escolher outro restaurante”, diz Martin.
Mais de 40 telas sensíveis ao toque também oferecem mapas interativas. Algo como um Google Maps para a embarcação, o que ajuda as pessoas a se localizarem. Eles também fazem uso de TVs interativas para acessar fotos, atividades programadas e para que a companhia envie ofertas personalizadas. Alguns hoteis utilizam essas TVs, mas no navio, as pessoas têm sete dias ou mais para usá-las.
4 – Wireless em todos os locais
Qual a novidade nisso? Nenhuma – exceto pela eficiência de uso que você consegue. Muitas empresas têm Wi-Fi em seus negócios, mas não fazem nada além de disponibilizar o acesso para funcionários e visitantes. Hóspedes do ?Oasis of the Seas”, por exemplo, podem monitorar onde os filhos estão pode uma pulseira que envia sinais a partir dos mais de 900 pontos de wireless distribuídos na embarcação. Isso pode estar conectado a um aplicativo do iPhone que mostra aos pais onde as crianças estão, ao mostrar um diagrama do barco. iPhones estão disponíveis para locação durante o cruzeiro.
O Wi-Fi deixa os funcionários mais móveis também. O staff oferece aos hóspedes, por exemplo, um tablet wireless, onde eles usam a chave para assinar as autorizações para qualquer atividade que esteja no plano, como patins no gelo, parede de escalar, entre outros.
5 – Análise em tempo real
Utilizar dados para criar novos produtos e liderar o crescimento da empresa é uma grande oportunidade para os líderes de TI. Em nossa pesquisa para um artigo chamado ?Retorno do Crescimento”, gestores de tecnologia citaram esta prioridade por diversas vezes, mais do que qualquer outra, como oportunidade-chave para CIOs. Para Martin e sua equipe, é mais que isso, é oportunidade em tempo real para liderar a receita enquanto o cruzeiro está em seu caminho.
“Aprendemos todas as semanas novas formas de tirar vantagem disso”, afirma Martin.
A Royal Caribbean tem mais dados em tempo real que nunca porque os terminais de venda e o sistema de reserva estão integrados na rede, assim, analistas podem saber o que está vendendo bem, quais serviços estão subutilizados, saber quem está a borda, por localidade e também a demografia dentro do navio. Ao combinar isso com mídias interativas, a empresa tem a chance de personalizar as ofertas para seus clientes, como indicar um tratamento específico no SPA.
Martin considera esse esforço de análise em tempo real um trabalho em progresso. Para isso, ele tem um time de seis pessoas cujo trabalho é olhar novas informações que possam contribuir para outras oportunidades.