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carreira

7 sinais de que um profissional está planejando sair da empresa

Especialista indica comportamentos que podem sinalizar cenário

Publicado:
15/03/2018 às 10:07
Leitura
7 minutos
7 sinais de que um profissional está planejando sair da empresa

A falta de profissionais na área de TI não é novidade. Os recrutadores têm quebrado a cabeça em busca de especialistas excepcionais, profissionais experientes e líderes de equipe. As empresas têm disputado funcionários entre si, e muitos profissionais de destaque, estão sendo recrutados por empresas estrangeiras. Cenário que contempla não apenas altos salários, como também diversos benefícios – o que agora é comumente chamado de family care.

Nessas circunstâncias, a tarefa de manter tais talentos na empresa é uma necessidade premente. Por isso, é imperativo reconhecer uma série de sinais que podem identificar se o funcionário está planejando deixar a empresa. Cada um deles, separadamente, não possui grande relevância. Atente-se ao conjunto dos fatores. Vladimir Prestes, diretor-geral da SearchInform no Brasil, empresa russa de sistemas de segurança da informação há mais de 20 anos, lista dicas sobre o tema.

1. Mudança radical de comportamento

O funcionário sempre foi ativo e comunicativo, mas tornou-se tão quieto que passa despercebido? Ele argumentava cada passo e trabalhava com muito entusiasmo, mas agora concorda com tudo e não mostra iniciativa?

Anteriormente, estava disponível a qualquer momento, e agora separa rigorosamente o tempo de trabalho e pessoal? Mudanças bruscas de comportamento são um sinal claro de que o funcionário está desmotivado e pensando em mudar seu local de trabalho. Acredita-se que o dinheiro é tudo, mas na verdade, o mais importante para uma pessoa é aquilo que ela faz. Se o trabalho se tornar desinteressante para o funcionário, ele o deixará facilmente.

O que fazer?

Em tais casos, o ideal é conversar com o funcionário, entender seus interesses e propor um novo projeto. É importante lembrar que a falta de entusiasmo no trabalho pode estar associada a problemas pessoais, por isso, durante a conversa, o profissional de RH também deve, cuidadosamente, esclarecer esse ponto.

2. Diminuição da produtividade

Não se iluda sobre a eficiência do trabalho dos funcionários – não somos robôs, não podemos produzir o mesmo todos os dias. Algumas empresas utilizam programas de monitoramento do tempo de trabalho para ter acesso a resultados concretos e saber sobre a ciclicidade desses indicadores de desempenho. Não se surpreenda em datas comemorativas como o Ano Novo, ou antes de feriados, que a produtividade de toda a empresa sofra uma redução, e após o período de férias, o funcionário precise ainda de algumas semanas para entrar no ritmo de trabalho normal.

Mas se a produtividade diminuiu significativamente e tem se mantido em um mesmo nível no geral, existe a possibilidade de que o funcionário esteja “fazendo corpo mole”. Neste caso, é fácil realizar uma verificação adicional – apenas analisando minuciosamente a atividade deste profissional durante o dia, semana, mês.

O que fazer?

A diminuição da produtividade pode ser resultado da fadiga, do desgaste profissional ou simplesmente, preguiça. Se não houver a oportunidade de verificar suas suspeitas, não se precipite. Por si só, a redução na produtividade geralmente não significa nada. Isso apenas poderá gerar suspeitas, principalmente se houverem outros sinais.

3. Absentismo frequente durante o horário de trabalho

Quase ninguém faz entrevistas fora do horário de trabalho ou nos fins de semana. Na maioria das vezes, isso acontece nos dias da semana e no auge do dia útil. Se um funcionário pediu para se ausentar do trabalho uma ou duas vezes no mês – pode ficar tranquilo, provavelmente, são apenas afazeres domésticos. Mas se ele começou a se ausentar muitas vezes, sem aviso prévio e sem fornecer documento justificatório ou explicação clara – isso pode ser uma evidência indireta.

O que fazer?

Converse com os colegas do funcionário, verifique se suas suspeitas estão fundamentadas. Se confirmadas, você tem tempo para se preparar para uma conversa e desenvolver um plano de ação.

4. Muitas chamadas recebidas

Aqui, tudo é muito simples: se um funcionário começa a receber chamadas frequentes, mais vezes do que o habitual, e atendendo, dirige-se ao interlocutor de maneira formal, pedindo para aguardar e sai do escritório – ele está negociando um novo emprego.

O que fazer?

Primeiramente, é importante esclarecer se o funcionário não está fazendo aniversário ou se não se trata de alguma outra comemoração – aniversário de casamento ou aniversário de algum ente querido da família. Em caso negativo – prepare uma contraoferta se este for um funcionário valioso para a empresa ou procure uma substituição se for apenas um funcionário regular.

5. Atualização de currículo e visitas a sites de pesquisa de emprego

Este é um dos sinais mais claros, portanto, é fundamental monitorar cuidadosamente os currículos de seus profissionais. A maneira mais fácil é verificar serviços populares, sites com reprodução automática de currículos. Também é importante definir as condições – empresa, e-mail, cargo, nome – e periodicamente receber relatórios. O problema é que o funcionário pode não indicar o local de trabalho atual e disponibilizar um e-mail pessoal. Neste caso, revise regularmente o currículo “manualmente” – por exemplo, pelo número de telefone.
Acompanhar as visitas a sites com vagas de emprego e publicações de currículo utilizando um sistema DLP (Data

Loss Prevention – sistema de proteção contra vazamentos de informações confidenciais) também pode ser valioso. Se o funcionário não for um membro do departamento de RH, a atividade nos sites de pesquisa de trabalho leva a conclusões inequívocas. Além disso, esse tipo de tecnologia pode registrar o envio de currículo por e-mail e conversas sobre pesquisa de emprego no Skype, mensageiros instantâneos e redes sociais.

O que fazer?

Conversar abertamente. Informar que você viu o currículo atualizado e está disposto à negociar.

6. Manifestação de descontentamento explícito

A maioria das pessoas não gosta de compartilhar de sua alegria, mas se estiverem insatisfeitos com alguma coisa, sentem uma necessidade vital em contar isso aos outros. Os sinais de que o funcionário já está em busca ou está prestes a começar a procurar um novo emprego, se manifestam em conversas com colegas. Por exemplo, ele não esconde seu descontentamento com seus superiores, com o escritório, suas condições de trabalho, seu salário, entre outros.

O que fazer?

Converse com o funcionário ou afaste-o, caso entenda que um profissional que ao invés de discutir abertamente o que não lhe agrada com seus superiores, espalha sua insatisfação com a equipe.

7. Download de documentos para mídias removíveis, reenvio por e-mail ou para nuvem

Os funcionários frequentemente referem-se aos resultados de seu trabalho como algo que pertence exclusivamente a eles, seja a base de clientes estabelecida, documentos elaborados por advogados, estudos analíticos ou fórmulas desenvolvidas. Pouquíssimas pessoas chegam a essa conclusão de que tudo isso é realizado com os equipamentos do empregador e durante o horário de trabalho e que, portanto, pertence à empresa. É justamente por isso que os funcionários não enxergam nada de errado em “apoderar-se” de suas realizações antes de sair do trabalho.

Mais uma vez a tecnologia torna-se uma grande aliada. Perceber que o empregado está repassando grandes volumes de informação para unidades flash, também é possível por meio de sistemas DLP. Se não houver a ferramenta, você pode simplesmente observar os funcionários mais de perto, detectando comportamento agitado, olhares desconfiados e monitores virados dos colegas, por exemplo.

O que fazer?

Proteja comercialmente as informações valiosas da empresa. Contrate um profissional de segurança e notifique os funcionários sobre as consequências. Por fim, reflita se vale a pena manter o funcionário, que pode ser um potencial concorrente.

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