Fabricantes tradicionais de software estão agora em plena transição de seus modelos de negócios para
software como serviço (
SaaS, na sigla em inglês). Contudo, programas de licenciamento convencionais e contratos continuam a ser um mecanismo essencial para que clientes concordem com acordos comerciais e compromissos de médio prazo.
Em seu blog, Stephen White, diretor de pesquisa em TI do Gartner, indica que enquanto fabricantes tiram proveito da assinatura anual e de taxas de renovação associadas em seus modelos de SaaS, o modelo de contrato de vários anos de alto valor fornece oportunidades de alavancar o poder de compra e facilita a negociação dos termos necessários por parte dos clientes.
Segundo ele, no modelo perpétuo, no qual a manutenção opcional prevalece, muitas organizações têm reavaliado inclusões que antecederam a renovação. Assim, o compromisso inicial e a negociação dos termos de SaaS são provavelmente mais críticos do que qualquer negociação de software semelhante.
O especialista aconselha decisores e partes interessadas a prestar atenção para cair no módulo ‘sonâmbulo para a nuvem “, fenômeno no qual compromissos menores iniciais sem termos negociados são ampliados gradualmente com proteção limitada do comprador. Isso gera riscos em termos de custos e em relação a questões contratuais. Ações classificadas como
shadow IT são exemplos clarões desse fenômeno.
White recomenda que empresas verifiquem a preparação e a priorização do uso do software na nuvem – facilitada por um projeto que funciona por meio de dados de medição para a solução atual, substituição de assinaturas perpétuas, bem como projeções de uso.