“Você não ter um plano de contingência no meio da crise, já é uma crise em si”. É com essa afirmação bastante dura, mas coberta de realidade que vem do information security manager da SumUp Ricardo Castro. Foi com essa constatação que o gerente de segurança da informação e professor começou seu papo com a IT Trends. “Um plano de contingência não é só pensar em ter equipamento, ter VPN, você pensar no todo”, explica.
Uma das primeiras respostas para um momento de crise como a que impactou o mundo todo é municiar seus líderes com informações e agilidade na tomada de decisões. Para tomar ações mais rapidamente, é vital reunir um comitê de crise multidisciplinar, com membros do time de TI, recursos humanos, financeiro e todas as áreas da companhia. Afinal de contas, a eficiência desse plano de crise pode indicar a continuação ou o fim do negócio.
Em um cenário tão complexo e que ainda não está completamente desenhado, é essencial que as companhias foquem no seu propósito e no que é essencial para manter clientes satisfeitos e vivos.
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“Uma das coisas que a gente precisa pensar é: toda crise passa. E depois que essa passar, o que eu vou fazer?”
Ricardo Castro, SumUp
Levando em conta que boa parte dos profissionais vai trabalhar de maneira remota e que os ataques visando roubo de dados devem se intensificar, o especialista aponta que é necessário redobrar esforços com educação e conscientização. Ou seja, nesse momento, o plano de contingência mais importante é a informação. “A comunicação interna entre colaboradores tem que ser muito ágil e assertiva”, comenta Castro.
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No caso de equipes que terão redução de atividades, o especialista indica que esse “ócio” pode ser substituído por ações educacionais. O gerente de segurança acredita que, ao fim desse período, serão quebrados alguns paradigmas – especialmente de produtividade e trabalho tele presencial.
Saiba mais sobre as lições que a crise vai deixar na entrevista com Ricardo Castro, da SumUp: