Para estranho dizer que num mundo com sete bilhões de conexões móveis estamos apenas no início da era conectada. Mas quando as projeções apontam para 100 bilhões de conexões em 2025, fica claro o tamanho do desafio que vem pela frente, bem como as possibilidades que esse ‘novo mundo’ trará. E como se preparar para isso? Quais nações estão no caminho certo ou com bases pavimentadas para esse momento? De acordo com o Índice Global de Conectividade da Huawei, apresentado em Xangai, durante o HCC 2014, principal evento da companhia para clientes e parceiros, esse país é a Alemanha.
Não é desconhecido de ninguém o fato de que o país europeu tradicionalmente investe pesado em tecnologia e infraestrutura e o resultado disso é a economia mais forte e dinâmica do velho mundo. Nos 16 indicadores avaliados pelo estudo da Huawei, porcentual do PIB investido em TIC, penetração de banda larga, atividade de TIC por pessoa, quantidade de smartphones, e programas governamentais de banda larga, a Alemanha aparece bem posicionada em todos eles, tendo a plataforma de TIC direcionando toda a indústria daquele país. “TIC direciona a indústria 4.0 da Alemanha atingindo ganhos de produtividade de 30%”, informou William Xu, CSMO da Huawei ao apresentar o Índice.
Com todos os problemas conhecidos da infraestrutura brasileira, o País não aparece em posição tão ruim. Entre os 25 países analisados, o Brasil surge em 11º lugar, mas quando se observa apenas o cenário de crescimento atual, que mensura tópicos como planos de banda larga, crescimento da penetração de smartphones, download de aplicativos móveis, entre outros, o País surge em sexto lugar, ao lado de outros mercados emergentes como: Chile, Egito, Índia, Quênia e Nigéria.
Para Xu, o Brasil tem tido muito progresso em conectividade e está em destaque no grupo das nações em desenvolvimento. Mas olhando comparando nossa situação com o Chile, por exemplo, fica evidente a priorização que o governo do país vizinho fez ao investir inclusive no que eles chamam de Chilecon Valley, para que o país seja um centro de inovação na América Latina. Outro emergente que assumiu um compromisso pesado nesse sentido é o Quênia, que projeta investir 2,4% do PIB em conectividade. “A conectividade é cada vez mais um diferencial competitivo e, por isso, governos estão investindo nisso. Ela é um pivô de competitividade nacional”, pontuou o executivo.
O Índice Global de Conectividade da Huawei avaliou 25 países e 10 indústrias, responsáveis por 78% do PIB global e por 68% da população mundial.
*O IT Forum 365 viajou à Xangai a convite da Huawei