Nesta edição, a empresa apostou na coordenação de seus vários e-commerces e o uso de celebridades para incentivar compras
Enquanto o dia 11 de novembro, no Brasil, é mais uma prévia do feriado do dia 15, a data tem um significado especial na China. Por conta da repetição de números (11/11) esse dia acabou sendo escolhido para celebrar o Dia dos Solteiros, que pode ser considerada como a Black Friday chinesa e conta com o título de maior evento de compras do planeta.
Sim, do planeta. O dado fica mais evidente quando comparamos a edição 2018 da Black Friday americana, que amealhou US$ 25 bilhões em 5 dias de promoções. Só na segunda, o evento chinês conseguiu reunir US$ 13 bilhões só na primeira hora.
E as contas do dia já foram fechadas: o evento bateu os US$ 30,7 bilhões de 2018 e fechou a edição 2019 com US$ 38,4 bilhões em vendas.
Segundo dados divulgados pelo Alibaba, que “apadrinhou” a data, 200 mil empresas de 78 países realizaram promoções comemorativas dentro de suas plataformas.
Apesar de ninguém recusar uma boa oferta, boa parte desse sucesso se deve à estratégia de divulgação da própria empresa chinesa, que não mede esforços (e canais) para promover o evento.
Além do mais famoso AliExpress, que vende produtos chineses para estrangeiros, o conglomerado também possui o Tmall (que faz o caminho inverso, vendendo produtos internacionais para os moradores da China), Taobao (que vende produtos locais dentro do país) e o Lazada (focado do sudeste asiático).
A parte dessa miríade de sites, a empresa aposta pesado no uso de gente famosa para incentivar as compras. A edição desse ano contou com a cantora americana Taylor Swift e um batalhão de influenciadoras chinesas realizando transmissões ao vivo de alguns dos produtos comercializados no evento, que vem se consolidando como uma ótima oportunidade para lançamentos.
Para acompanhar o ritmo crescente de vendas, o Alibaba vem investindo pesado na Cainiao, sua unidade de logística. Recentemente, a companhia anunciou que colocaria mais US$ 3,3 bilhões na marca para que ela mantenha a capacidade de realizar entregas com agilidade.
Dentro da China, as únicas concorrentes de peso atendem pelo nome de JD.com e Pinduoduo, que são mais fortalecidas do que a empresa de Jack Ma quando se fala em presença no interior do país. Dentro da região, a batalha será decidida por quem apresenta o melhor custo-benefício para o 1,3 bilhão de consumidores que moram no local.
*Com informações do TechCrunch