Embora nenhuma das empresas tenha fornecido detalhes sobre possível acordo, publicidade em links patrocinados deve ser componente essencial.
Publicidade via links patrocinados continua sendo o maior segmento de publicidade online e é o combustível que leva a receita e os lucros do Google a níveis que deixam a Microsoft verde de inveja.
Dessa forma, embora a Microsoft não tenha fornecido detalhes a respeito do acordo que poderá ser feito com o Yahoo, analistas acreditam que publicidade via links patrocinados deve responder por grande parcela do interesse no negócio. “O acordo deve prever algum componetente ligado à busca”, diz o analista de indústria da Sterling Market Intelligence, Greg Sterling.
Saiba Mais: Microsoft quer apenas publicidade em buscas do Yahoo, diz analista
O que todos tentam descobrir é como será o acordo. Para Sterling, poderia surgir uma joint venture na qual as duas empresas colocariam seus ativos e criariam uma grande rede de publicidade. Outra alternativa seria um acordo para o Yahoo terceirizar parte de seu negócio de publicidade em ferramentas de busca para a Microsoft, seguindo o modelo que estava sendo negociado pelo Yahoo e pelo Google há algumas semanas.
O que está claro é que desde do dia 03 de maio, quando a Microsoft retirou sua oferta para comprar o Yahoo por 33 dólares por ação, o conselho de gestão e administração do Yahoo vem sendo bombardeado com queixas de acionistas.
Mais sobre Yahoo/Microsoft:
>Linha do tempo das negociações
>Microsoft desiste da compra do Yahoo
>Yahoo costura acordo com Google
>Análise: o que será de ambas agora?
>Yang: negócio fez Yahoo “mais forte”
>Cobertura completa do negócio
Na semana passada, o investidor bilionário Carl Icahn aumentou ainda mais a temperatura quando anunciou a intenção de substituir todo o conselho diretor do Yahoo. “O Yahoo está sob pressão para apresentar aos acionistas algum acordo, provavelmente com o Google, mas talvez não apenas com o Google, de forma a dar-lhes alguma garantia de valor no curto prazo”, analisa.
O diretor de pesquisa da Jackson Securities, Brian Bolan, ressalta que, para os acionistas do Yahoo, a informação de que a Microsoft agora só está interessada em fazer um acordo limitado não é uma boa notícia.
Para ele, é evidente que a Microsoft repensou seu plano de comprar todo o negócio do Yahoo. “A Microsoft olhou para o negócio e chegou à conclusão de que apenas uma parte do Yahoo realmente interessa para ela. Eles não querem duplicar serviços e funcionalidades”, pondera.
O que a Microsoft quer e precisa é uma tecnologia de busca melhor e uma monetização de busca mais eficiente. Dessa forma, é claro que a Microsoft está de olho especificamente nos ativos do Yahoo nesta área. No entanto, completa Bolan, qualquer que seja a forma que o acordo ganhe, ele não chegará próximo ao que a Microsoft estava pronta para pagar para adquirir o Yahoo.
Um acordo limitado com a Microsoft significa que Icahn levará adiante sua idéia de controlar o conselho de administação da empresa, pois, dessa forma, poderá chegar a um acordo de aquisição com a Microsoft. Bolan estima que o valor, neste caso, poderá chegar a aproximadamente 20 dólares por ação. Caso não haja acordo para a aquisição, as ações da empresa cairão, prevê Bolan, que já fez uma recomendação de venda por 17 dólares por ação.
Não é surpresa que vários grandes acionistas do Yahoo venham demonstrando insatisfação com o conselho diretor e administrativo da empresa. O co-fundador e CEO do Yahoo, Jerry Yang, e outros executivos de ponta da companhia tentaram jogar a culpa na Microsoft, alegando que a oferta de 33 dólares por ação nunca foi oficializada por escrito e que a empresa repentinamente encerrou a conversa – quando o Yahoo ainda estava aberto a negociações.
Ao mesmo tempo, Yang também falhou na tentativa de firmar um acordo pelo qual o Yahoo terceirizaria parte de seu negócio de publicidade em buscas para o Google, negócio que daria um impulso significativo às receitas do Yahoo.
As negociações com o Google foram citadas por Steve Ballmer, CEO da Microsoft, como a principal razão que levou à desistência da proposta de compra do Yahoo pela Microsoft. Na visão de Ballmer, terceirizar a publicidade em buscas para o Google enfraqueceria a posição do Yahoo no mercado de publicidade online.
Depois da desistência da Microsoft, seus executivos declararam repetidas vezes que a companhia não estava mais interessada em adquirir o Yahoo, dizendo que a Microsoft pode fortalecer seus negócios na internet por meio de esforços internos. No domingo, a Microsoft reiterou que desta vez não está propondo uma nova oferta para adquirir todo o negócio do Yahoo. No entanto, ressaltou que se reserva o direito de reconsiderar esta alternativa.
Juan Carlos Perez, IDG News Service – Estados Unidos
CW Connect – A rede social criada pelo COMPUTERWORLD para profissionais de tecnologia da informação e telecomunicações, CW Connect, tem um grupo de discussão sobre carreira com mais de 60 membros. Um dos temas debatidos é justamente a dúvida dos profissionais entre fazer mestrado ou MBA, apostar em certificações ou mestrado, MBA executivo ou temático, etc.
Para acessar a discussão completa e participar, clique aqui.