São Paulo - Profissional que garante a eficiência de aplicações e dos ambientes nos quais elas rodam ganha cada vez mais espaço no mercado.
Uma empresa desenvolve um software internamente. O desafio é garantir eficiência, agilidade e economizar recursos. No dia-a-dia, no entanto, acaba descobrindo que ele é repleto de falhas, lento. Em pouco tempo, em vez de resolver os problemas, deixa a companhia refém.
Para evitar histórias como essa, ganha força um novo tipo profissional: o analista de desempenho de software.
Ele faz análises muito cuidadosas nos softwares e nos ambientes nos quais o programa opera (ou vai operar) para garantir o máximo de eficiência possível. Entre suas atribuições: analisar cada linha de programação, identificar pontos de melhoria e sugerí-las para os desenvolvedores.
Os analistas de desempenho podem atuar em várias áreas. O especialista em banco de dados, por exemplo, precisa conhecer as rotinas periódicas do servidor para garantir um melhor desempenho. É um profissional que precisa conhecer muito de lógica de uma forma geral, mas uma especialização conta pontos positivos para os empregadores.
Segundo Leonardo Dias, consultor da Catho, trata-se de um profissional que cursa ciências da computação, análise de sistemas e cursos congêneres. Mas o que ele precisa mesmo é conhecer a estrutura interna daquilo que está analisando. “Tão importante quanto cuidar do sistema é ter boas habilidades de comunicação para lidar com clientes, comunicar problemas e garantir o pleno entendimento da análise realizada”, afirma. “Precisa também ser um profissional muito detalhista e com muito senso de organização”.

Conheça uma analista de desempenho de software
Simone Gaspar é uma das profissionais que ocupam o cargo de analista de desempenho na Inmetrics. Formada em Letras pela Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), ela conta que sempre teve muita proximidade com a tecnologia.
Para entrar neste mercado, Simone buscou certificações em bancos de dados Oracle e SQL Server e cursou um MBA na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) em tecnologia e negócios na internet. Ela acredita que a formação em Letras garantiu diferenciais importantes para a sua carreira.
“A formação em humanas me ajudou muito, pois preciso estar em contato constante com os clientes, fazer relatórios e as pessoas que só tem formação em tecnologia possuem uma grande deficiência nesses pontos”, acredita Simone.
As competências técnicas são igualmente importantes. Segundo Simone, nem sempre é possível realizar diagnósticos em um elemento no qual se é especializado, pois o problema está fora dali. “Neste caso, é necessário ter uma visão geral sobre outros componentes básicos da infraestrutura do cliente”.
Simone chegou a cursar dois anos de ciências de computação após a faculdade de Letras, mas não gostou do curso e não viu necessidade desta graduação para continuar na carreira. “O mais importante é ter as certificações necessárias, dependendo da área de análise de desempenho na qual se atua”, afirma.