Country manager da Genexus dá dicas sobre como as ferramentas de teleatendimento da medicina devem ser desenvolvidas para apoiar na garantia de vidas
Adotada em caráter excepcional pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pelo Governo Federal enquanto durar a emergência na saúde pública, a Telemedicina visa desafogar o sistema de saúde e reduzir a disseminação do Coronavírus no País.
Com a orientação à distância por meio de tecnologias como vídeos, telefone e aplicativos, a população deixa de ir ao pronto-socorro físico, evitando a exposição desnecessária em meio à pandemia e corroborando para aliviar o atendimento presencial com a triagem virtual dos pacientes.
Além de ter ganhado espaço durante a quarentena, a prática já é uma preferência em outros países. Segundo a American Hospital Association, que representa mais de cinco mil hospitais nos Estados Unidos, aproximadamente 76% dos pacientes priorizam o acesso a esse tipo de tratamento substituindo consultas presenciais.
Ao que tudo indica, a experiência do público com a telemedicina durante o período da pandemia deve dar mais espaço à modalidade no Brasil, além de provocar uma discussão em torno de uma regulamentação definitiva. Há um potencial enorme para uma série de serviços, como orientações, consultas, exames, triagens e monitoramento de pacientes por vídeo, aplicativos, Realidade Virtual, entre outros.
A expectativa é que uma regulamentação definitiva ocorra no segundo semestre, uma vez que uma nova lei aprovada na Câmara e no Senado aguarda sanção presidencial. Mas, enquanto isso não ocorre, o desenvolvimento de aplicativos, neste primeiro momento de pandemia, atende com assertividade o quesito do teleatendimento em todas as camadas: hospitais e planos de saúde, médicos e pacientes.
Um aplicativo básico de teleatendimento deve permitir que os pacientes façam consultas médicas por vídeo a partir de telefone celular, tablet ou desktop. Tudo de uma maneira confortável, fácil e intuitiva, além de possibilitar agendamentos 24 horas nos 365 dias do ano.
É importante também que a ferramenta tenha integração com banco de dados para armazenar e permitir o acompanhamento do histórico do paciente em tempo real. Com essa providência, o médico acessa os registros de saúde do paciente durante as sessões de vídeo para ajudar no diagnóstico e tratamento dos pacientes com eficiência.
Após cada sessão online, o médico pode fazer um acompanhamento personalizado dos pacientes por meio de notificações por push, como lembretes de consulta, datas de prescrição expiradas ou vacinas que estejam prestes a expirar, entre outros. Além disso, pode compartilhar um resumo por e-mail com os pacientes, incluindo os principais aspectos discutidos durante a sessão para melhor aderência aos protocolos de tratamento.
No caso de planos de saúde ou clínicas particulares, a integração com os métodos e sistemas de cobrança online é outro ponto para adequar à ferramenta, o que irá permitir cobrar pela sessão de telemedicina ou ainda pela solicitação de medicamentos no próprio aplicativo, de acordo com as orientações dos médicos.
O Covid-19 balizou novas práticas de trabalho para muitas profissões. No caso da Medicina, as razões para investir em métodos de atendimento à distância estão atreladas à garantia de vidas. Por isso, a prática, que tinha certa resistência de regulamentação, começa a ganhar espaço neste cenário de pandemia. E, num futuro próximo, garantirá não só salvar vidas, como também a eficiência operacional aos hospitais, o melhor acesso a saúde, a economia de custos operacionais, a conveniência e o atendimento à demanda da sociedade pela Transformação Digital.
*Ricardo Recchi é country manager da Genexus Brasil