No final do ano passado, o instituto de pesquisas Gartner estimou que 25% das grandes organizações globais já haviam contratado um chief data officer (CDO). Até 2019, o Gartner espera que esse número atinja 90%.
“Essa rápida mudança é a ponta do iceberg”, disse Ted Friedman, vice-presidente de pesquisa e analista do Gartner. Segundo ele, o próximo passo é muito mais profundo. “Os profissionais de disciplinas de dados e analytics precisarão ampliar seu entendimento e trabalhar mais em linha com os outros para perceber os benefícios do uso de dados e análises para capturar oportunidades de negócios transformadoras e mitigar riscos”, completou.
O cenário, afirmou, é reflexo de uma transformação no cenário geral de analytics. Até 2018, o Gartner prevê que mais de metade das grandes organizações competirá no mercado usando soluções analíticas avançadas e algoritmos proprietários. Isso, por sua vez, está sendo impulsionado pela proliferação de dispositivos, “coisas” conectadas, conectividade e poder de computação – tudo isso cria mais oportunidades para coletar dados, analisá-los e potencialmente monetizá-los.
Segundo ele, o moderno líder de dados e analytics tem uma chance, sem precedentes, de transformar a organização em sua jornada no mundo digital, e o curso dessa ação é claro: crie uma estratégia para superar as lacunas das habilidades de dados, modernize a infraestrutura de dados e plataformas analíticas. Além disso, ele aconselha gerenciar e tirar proveito de diversas fontes de informação, e liderar os dados e projetos analíticos que têm retorno de alto valor.