A aguardada quarta operadora da telefonia celular de São Paulo, antes conhecida como Unicel, chega ao mercado com o nome de aeiou.
Inicialmente, segundo seu CEO, José Roberto Melo da Silva, a operadora terá foco no público jovem, mais aberto a inovações, segundo ele. Quando este mercado estiver plenamente dominado, completa, será a hora de buscar outras frentes.
Os planos da aeiou são ousados. No primeiro ano de operação, ela pretende conquistar 500 mil assinantes, o que faria sua projeção de Ebitda acima de 40% uma realidade – a média do setor brasileiro hoje está na casa dos 20%.
Sua proposta é oferecer o controle dos planos pré-pagos, com tarifas dos pós-pagos. As ligações entre números da aeiou custarão R$ 0,14 o minuto. As chamadas para telefones fixos terão preço de R$ 0,28 e para outras operadoras R$ 0,63 o minuto. “Nossa tarifa média, de R$ 0,43, é equivalente à de um plano pós-pago entre 1200 e 1400 minutos por mês das outras operadoras”, afirma Melo da Silva.
A aeiou apostará no modelo de baixo custo para conseguir seus objetivos. Para isso, não entrará na guerra de subsídio de aparelhos e usará a web como plataforma básica para contato com seus clientes. Pelo site da aeiou poderão ser feitas transações como pedido de chip, compra de créditos, configuração de serviços etc.
A partir desta terça-feira (05/08), a empresa realizará um beta teste, com um público de três mil pessoas. No dia 15, ele será aberto a mais sete mil participantes, que ganharão R$ 35 de crédito para experimentar os serviços de voz e mensagem de texto da operadora. A partir do dia 7 de setembro, a aeiou iniciará sua operação comercial e a oferta de serviços de dados. “Dos 230 sites, quero pelo menos 200 prontos para o início da operação”, conta Melo da Silva. As primeiras cidades atendidas serão São Paulo, Osasco, Guarulhos e o ABCD.
O executivo acredita que até o fim do ano a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) libere a empresa a operar no interior do Estado – uma disputa judicial com a TIM ainda não liberou a faixa de freqüência adquirida em outubro do ano passado. Melo da Silva acredita que a cobertura nacional própria possa ser atingida no ano que vem. “Tem muito espectro GSM sobrando no Brasil”, afirmou. Enquanto isso, serão feitos acordos de roaming, que não oferecerão tarifas tão agressivas, mas ainda “as mais baixas do mercado”.
O investimento total na operadora, até o momento, foi de R$ 250 milhões, sendo R$ 60 milhões da Hits Telecom, grupo árabe que tem operações no Oriente Médio, África e está buscando expansão nas Américas. “Não temos um centavo de dinheiro público. O investimento é todo privado”, completa o CEO da empresa. O empresário Edward Jordan, presidente no Brasil da empresa EBJ Oito Participações, que inicialmente aparecia como investidor da companhia, não faz mais parte do quadro de acionistas da operadora, de acordo com Melo da Silva. Ainda segundo ele, a Unicel deve mudar sua razão social para Hits do Brasil.