A Autodesk é conhecida por sua atuação com grandes empresas do ramo de manufatura, construção e mídia & entretenimento. A companhia continua apostando fortemente nesses segmentos, mas agora quer se tornar relevante e acessível também para micro e pequenos negócios, ampliando sua participação no mercado.
O principal desafio com a adoção dessa estratégia, de acordo com Márcio R. Pinto, gerente de marketing e estratégias para a indústria da Autodesk Brasil, é a mudança de mindset de empresas desse porte. “[Nosso esforço] tem a ver com educar o cliente”, comenta, completando que antes o acesso aos produtos era visto como restrito por conta do alto preço na aquisição das soluções.
Mas isso mudou drasticamente com o modelo de assinaturas, anunciado no ano passado – e abandonando o tradicional modelo de licença perpétua. “A vida não casava com o software perpétuo”, conta. “Hoje, a assinatura cabe no orçamento do cliente e acaba com a percepção de que é para poucos”, completa, reafirmando que o esforço da fabricante está exatamente em quebrar essa barreira.
No primeiro trimestre de 2016, a companhia registrou aumento de 132 mil assinaturas com relação ao mesmo período do ano passado – somando 2,71 milhões no final do período, encerrado em maio. Já em comparação com o último trimestre do último ano fiscal, o aumento foi de 140 mil novas assinaturas.
“Os resultados do nosso primeiro trimestre demonstram o sucesso que estamos tendo com a transição do nosso modelo de negócios”, afirmou Scott Herren, CFO da Autodesk, durante apresentação do balanço financeiro para o período.
R. Pinto ressalta que o Brasil foi o primeiro a receber acesso ao portfólio completo no modelo assinatura. “Decidimos fazer o lançamento aqui, porque os profissionais se mostraram mais abertos”, disse, acrescentando que o mercado nacional atrai naturalmente por ser o segundo colocado em se tratando de ter mais engenheiros e arquitetos. “Essa é a onda que estamos surfando”, brinca. No País, a empresa também tem como foco o setor governamental.
Life & science
A Autodesk também investe fortemente em pesquisa e desenvolvimento, tendo novas tecnologias como impressão 3D em seu leque de interesse – e uma de suas principais especialidades.
Em 2014, por exemplo, a companhia lançou o Spark Investiment Fund, fundo de investimentos que tem como objetivo dar suporte a ideias que podem ampliar horizontes no segmento e trazer inovações ao mercado. Para o fundo, a Autodesk disponibilizou US$ 100 milhões para desenvolvimentos em software, hardware, materiais e serviços.