Aparentemente, os diretores de TI estão ganhando respeito, pelo menos,
em algumas organizações. Na pesquisa conduzida pela InformationWeek
Research, com executivos de nível de chefia, 41% disseram que a
influência dos CIOs em suas companhias está aumentando, enquanto 40%
afirmaram que não verificaram nenhuma mudança significativa e 19%
comentaram que a influência está diminuindo. Sendo assim, o que mudou
em termos do que as companhias estão procurando em um diretor de TI?
Mais líderes corporativos estão sendo trazidos para ocupar o cargo de
diretor de TI.
Tim Stanley, o revolucionário diretor de TI na Harrah’s Entertainment,
uma rede de hotéis e cassinos, é um bom exemplo da evolução dos
diretores de TI. Além de manter o título de CIO, Stanley é
vice-presidente sênior dos setores de inovação, jogos e tecnologia. A
propriedade e a supervisão dos processos corporativos estão lado a
lado, dentro das muitas responsabilidades técnicas de Stanley. É uma
volta à tese de Krishnan, da Universidade de Michigan,
Os diretores de TI que quiserem progredir precisam redefinir seu
enfoque sobre a cultura da TI, devem se tornar mais como investidores
capitalistas em empreendimentos de tecnologia, analisa Dave Aron,
vice-presidente de pesquisas do Gartner. Deste modo, precisam desafiar
o valor dos projetos, sugerir alternativas e garantir que os
procedimentos adequados sejam realizados, tanto internamente quanto
externamente ao departamento de TI, para assegurar o sucesso.
Para Ken Harris, vice-presidente sênior e diretor de TI na Shaklee,
ajuda muito o fato de ele trabalhar em uma companhia de médio porte, e
não se trata de sua companhia não ser grande, mas ser consagrada.
Harris, que é ex-diretor de TI na Gap e também trabalhou na Nike,
iniciou na Shaklee há dois anos depois que a companhia foi adquirida
por uma empresa de private equity, para determinar o papel que a TI
representará em ajudar a companhia a “se tornar novamente relevante
para uma geração mais jovem” e descobrir como conseguir ?o melhor
retorno para os investimentos?.
O que há de diferente sobre seu cargo atual é que ele trata muito mais
de estratégia do que de táticas. “Posso ajudá-los a tomar decisões que
são viáveis, do ponto de vista da tecnologia”, ele relata.
?Isto não quer dizer que todas as portas estarão fechadas?, diz Cunha,
da Leroy Merlin. O executivo acredita que os profissionais de TI que
não estiveram aptos a se alinhar aos negócios operacionais, apesar de
perder liderança dentro das companhias, poderão seguir atuando em
empresas de serviços de tecnologia da informação.
Ou, talvez, eles apenas permanecerão onde estão, consolidando centrais
de dados, mantendo aplicativos e gerenciando servidores, em vez de
liderar mudanças nos processos corporativos por meio da inovação da
tecnologia. O papel de agente de mudanças certamente será realizado por
alguém. Mas, se não for pelos diretores de TI, então, por quem será?