A indústria financeira estará à frente da onda do ‘software defined’. É o que acredita Chris Wolf, vice-presidente e CTO para Américas da VMware. Para ele, isso acontecerá porque a reputação dos bancos é construída com base em segurança e rapidez na entrega de soluções em linha com a demanda do mercado, requisitos oferecidos pelo ambiente definido por software. Essa tendência tem como bandeira a habilidade de mudar o negócio muito rapidamente e não ter a tecnologia como limitadora.
“Veja o exemplo do JP Morgan. O banco tem sido alvo constante de ataques, mas tem uma das mais sofisticadas TI no mundo. Os recentes acontecimentos mostram que a segurança tradicional não funciona hoje. É preciso pensar no problema de forma diferente”, observa. Segundo ele, a VMware observa uma microsegmentação da arquitetura em um movimento das instituições financeiras para fortalecer a segurança com base no ‘software defined’.
A proteção calçada nesse conceito é capaz de automatizar parte do trabalho e deixar o profissional de segurança livre para pesquisar ameaças e definir automatizações. E automatização está intimamente ligada à estratégia de software defined. “Isso torna o trabalho mais eficiente e seguro”, relata.
Ele lembra que embora os bancos tenham mainframe no backend, no frontend contam com diversas aplicações móveis e web. “Eles podem escolher uma área para começar a estratégia de software defined e levar para as demais”, ensina.
Na visão de Wolf, a abordagem de software defined é crítica para qualquer empresa hoje, já que o mercado é altamente competitivo. A única forma de sair à frente, diz, é ter todos os ativos definidos por software. “Muitas empresas no Brasil e em todo o mundo consomem 70% do tempo gerenciando a infraestrutura. Geralmente, profissionais de TI têm medo de automação porque pensam que vão perdem seus trabalhos. Isso congela a criatividade”, opina.
Data center do futuro
O executivo acredita que o futuro do data center será um mix de software e hardware defined. “Ainda há muitas aplicações tradicionais que precisam de hardware high end, porque a aplicação não foi escrita para ter alta performance”, explica. No entanto, prossegue, as aplicações do futuro serão construídas para serem escaláveis e flexíveis, alimentando o crescimento do mundo definido por software.
Com o conceito no coração das aplicações, Wolf diz que a migração de nuvens, por exemplo, acontece mais facilmente. É possível rodar soluções na nuvem privada, dentro data center do cliente, na cloud pública ou híbrida. “Quando pensamos em agilidade de negócios, ela gira em torno de começar uma iniciativa rapidamente em qualquer lugar do mundo e nossa plataforma permite isso em menos de um dia”, detalha.
De acordo com ele, muitos provedores de cloud têm componentes open source, mas suas interfaces entre aplicativo e programação (APIs) são proprietárias. “Então, uma vez na nuvem, torna-se muito difícil tirar as aplicações de lá”, afirma, reforçando o fato de que isso aprisiona o cliente.