O Brasil está entre os países mais afetados por ataques direcionados, assumindo a posição de 4º colocado, atrás somente de Taiwan, Japão e Estados Unidos. É o que relava o relatório de segurança do segundo trimestre da Trend Micro, divulgado nesta quinta-feira (14).
Além disso, Brasil continua ocupando o 4º lugar entre os países mais afetados por malware bancários, com os mesmos 7% do primeiro trimestre, segundo a empresa. Outros países também registraram evolução de ataques financeiros, como o Japão, que superou os Estados Unidos e alcançou a primeira posição, com 24% os ataques do período. No primeiro trimestre, os ataques desse país somavam 10% do total.
O levantamento mostra que ataques a instituições governamentais também cresceram. No primeiro trimestre do ano, eles representaram 76% dos incidentes, enquanto no segundo alcançaram 81%. Outros setores também registraram essa evolução, como as indústrias de computadores, com 4%, e aeroespacial, elétrica, telecom e militar, todas elas com 3%.
Ataques financeiros
A Trend Micro alerta para a intensificação dos ataques contra instituições bancárias e financeiras, expondo 10 milhões de registros pessoais de janeiro a julho de 2014. Segundo a companhia, essa evolução exige adoção de abordagens mais estratégica de proteção de informações digitais por parte dessas organizações.
Também foi observado aumento da gravidade de ameaças direcionadas a lojas de varejos, o que não surpreende, visto que diversas companhias como Target e Neiman Marcus foram vítimas de violações de dados.
Essas violações de privacidade pessoal marcaram o segundo trimestre e miraram o roubo de dados como nomes, senhas, endereços de email, endereços residenciais e outros registros dos clientes. Além dos prejuízos sofridos, as varejistas tiveram suas vendas e lucros afetados, enquanto clientes ficaram incapazes de acessar suas contas e enfrentaram interrupções de serviço. Diante disso, a Trend Micro lembra que diversos países iniciaram debates sobre o desenvolvimento de políticas mais rigorosas de privacidade e coleta de dados para reverter esse cenário.
“As organizações devem tratar a segurança da informação como um dos componentes principais da estratégia de negócios a longo prazo, e não como um pequeno contratempo”, comentou Raimund Genes, CTO da Trend Micro.