Pela avaliação do estudo, o Brasil tem como força um segmento móvel competitivo, o maior mercado de telecomunicações na América Latina, e posiciona-se como líder regional em termos de penetração de internet móvel e e-commerce.
O relatório diz que o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) deve reduzir a baixa cobertura de banda larga rural e impulsionar o uso da web. Além disso, o consumo de banda larga móvel está crescendo rapidamente e operadoras de telefonia móvel estão investindo pesadamente em redes 3G e 4G LTE para atender à demanda por serviços de dados.
O rápido crescimento da penetração da Internet móvel e smartphones se traduziu em um segmento de m-commerce dinâmico, avalia o estudo.
Como desafio, o relatório aponta que o Brasil está fazendo progressos em e-governance, mas os procedimentos burocráticos excessivos, um sistema tributário pesado, e a fraca qualidade da educação resulta em fraquezas no Atendimento ao Cliente, penetração da banda larga móvel, pesquisa e desenvolvimento e força de trabalho mais bem treinada.
Outros locais
De acordo com o relatório, os Estados Unidos estão em primeiro no ranking entre os países pesquisados, graças ao fornecimento e demanda para serviços de TIC, além do avançado estado de implementação dos serviços; ao lado, outras economias maduras como Suécia, Singapura, Suíça e o Reino Unido completam os cinco primeiros países do ranking.
Chile, China e Emirados Árabes Unidos (EAU) estão à frente no quesito mercados em desenvolvimento, todos bem classificados entre as posições 15 e 25 no geral. Os líderes entre os mercados em desenvolvimento são caracterizados pela forte adoção da mobilidade e acesso, que são muitas vezes comparados aos dos mercados desenvolvidos, porém, ficam para trás em temos de investimentos em data centers e outros elementos centrais da infraestrutura de TIC.
Avanço digital
O GCI 2015 demonstra que o aumento de 20% no investimento em TIC aumenta o PIB de um país em 1%. Ele também identifica cinco habilitadores da transformação digital – data centers, serviços em nuvem, Big Data, banda larga e a Internet das Coisas. Essas tecnologias representam os objetivos que os interessados devem priorizar a fim de transformar mais eficientemente suas economias para a era digital.