O perfil mais sociável da população e o grande número de analfabetos funcionais são características que farão com que o Brasil tenha demandas de produtos e serviços convergentes com características diferentes da Europa e dos Estados Unidos, na opinião de Alexandre Borin, diretor da área de multimídia da Ericsson.
Por conta disso, a empresa instalou no País seu centro de desenvolvimento de aplicativos e soluções IMS (IP Multimedia Subsystem). O IMS Expert Center, que funciona na capital paulista em maio, tem atualmente parceria com três empresas, e projetos com três operadoras fixas e móveis. No mundo, a Ericsson mantêm mais dois centros semelhantes, um no Canadá e outro na Espanha.
As redes baseadas na tecnologia de IMS permitem que a estrutura das operadoras trafegue informações sob o protocolo IP, o que melhora o tráfego de informações nas redes de nova geração e facilita a implantação de novos serviços.
Entre os parceiros no projeto está o Venturus, centro de pesquisa criado pela Ericsson há 12 anos, que durante a Futurecom 2007, está mostrando a aplicação prática do sistema de IMS através da transmissão ao vivo do evento para smartphones especialmente preparados.
Segundo Borin, a velocidade da internet chegou às operadoras e elas precisam passar o desenvolvimento de aplicações a seus parceiros, como forma de acelerar o seu lançamento. “Isso abre margem de redução de custos, uma vez que o pessoal interno pode se dedicar a outros projetos”, diz.
A transição será feita, na opinião do executivo, como uma cópia da internet, que se baseia nas comunidades para sustentar seu crescimento. “Além disso, existem as operadoras convergentes que iniciam suas operações sem o legado”, comenta o superintendente da Venturus, Antônio Ribeiro.
Acompanhe a cobertura completa da Futurecom 2007 no IT Web. A 9ª edição do evento ocorre em Florianópolis (SC) até quinta-feira (04/10) e discute os rumos das telecomunicações no Brasil.
*O jornalista viajou a Florianópolis (SC) a convite da Juniper Networks