Segundo dados da consultoria IDC, em julho foram vendidos cerca de 612 mil tablets, alta de 17% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Já em agosto, segundo o estudo IDC Tablets Monthly Tracker, cerca de 642 mil aparelhos foram comercializados, queda de 3% em comparação com agosto de 2013.
Dos cerca de 1,2 milhão de tablets vendidos, 96% foram para o consumidor final e 4% para o mercado corporativo. Além disso, 96% tinham o Android como sistema operacional.
Na visão de Pedro Hagge, analista de mercado da IDC Brasil, o grande momento dos tablets já passou. A tendência agora é o produto se estabelecer no mercado e não apresentar crescimento de vendas como os registrados em períodos anteriores.
“Tivemos um momento em que o tablet era uma verdadeira febre, com uma enxurrada de lançamentos, alguns até de baixa qualidade o que gerou certa decepção e desconfiança para os consumidores. Muitos desistiram de uma segunda compra”, avalia Hagge.
De acordo com o analista da IDC Brasil, “o fim da aquisição de tablets para projetos do governo e a crescente concorrência com os phablets também impactaram diretamente os números de julho e agosto”.