Começou na manhã de hoje (15/6) , na Câmara dos Deputados, audiência pública da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática a respeito da fusão dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e das Comunicações.
A fusão deu origem ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, ocupado pelo ministro Gilberto Kassab, ex-ministro das Cidades no governo da presidente afastada Dilma Rousseff.
Kassab é um dos participantes do debate, para o qual foram convidados também representantes do setor de ciência e tecnologia: o presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Luiz Davidovich; a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader; o presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Sergio Luiz Gargioni; a presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti), Francilene Garcia; e a presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Maria Lucia Cavalli Neder.
O debate foi pedido pelo deputado Sibá Machado (PT-AC). Segundo ele, a audiência é necessária para esclarecer “as dúvidas que essa decisão gerou entre as entidades da comunidade científica brasileira”. “A proposta de reorganização do governo federal interino não consegue consenso entre governo e sociedade”, explicou o deputado.
Histórico
No início de maio, assim que foi anunciada a fusão, 13 entidades ligadas à área de pesquisa assinaram um manifesto contra a extinção do Ministério da Ciência e Tecnologia.
Segundo o documento, a fusão dos ministérios “é medida artificial, que prejudicaria o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação do País”. O texto foi endossado, entre outras entidades, pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) e pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
“A junção dessas atividades díspares em um único ministério enfraqueceria o setor de ciência, tecnologia e inovação que, em outros países, ganha importância em uma economia mundial crescentemente baseada no conhecimento e é considerado o motor do desenvolvimento”, apontava o documento. Além de criticar a fusão, as entidades pediram mais financiamento para o setor.
*Com informações da Câmara dos Deputados