A Capgemini fechou acordo para aquisição da norte-americana Ciber, provedora de serviços de tecnologia e especialista em TI, por um montante total de US$ 50 milhões.
Os ativos a serem adquiridos incluem a maior parte do negócio da companhia nos EUA, cobrindo ativos com foco no cliente, funcionários e operações, com receita de US$ 275 milhões. A transação exclui alguns passivos da Ciber, bem como suas operações internacionais.
Com a compra, a Capgemini busca fortalecer sua presença na região entre os principais clientes da Fortune 1000, em setores como Automotivo, Telecomunicações e Mídia. O negócio ampliará a força de trabalho em cerca de 2 mil consultores nos EUA e em mil na Índia.
A Capgemini planeja realizar a maior parte do processo de integração até o final de 2017, levando a um acréscimo do lucro por ação da Capgemini a partir do primeiro semestre de 2018. O impacto das atuais perdas operacionais da Ciber na margem operacional combinada do Grupo em 2017 deverá ser limitada a menos de 20 pontos base. Neste contexto, a Capgemini continua a atingir um LPA normalizado de cerca de €6,10 em 2017.
Processo “Stalking Horse”
Em 9 de abril, a Ciber e algumas de suas subsidiárias integrais apresentaram petições voluntárias de reorganização nos termos do Capítulo 11 do Código de Falência dos Estados Unidos. A proposta da Capgemini, incluindo a proteção de ofertas, está sujeita à aprovação do tribunal de falências. Caso o tribunal venha a aprovar a oferta da Capgemini como stalking horse, a Ciber pode ser obrigada a realizar um leilão para esses ativos antes que a Capgemini possa consumar a aquisição.
A consumação da aquisição ficaria, então, sujeita à seleção da Capgemini como o licitante vencedor em qualquer leilão, se aplicável, e à aprovação do tribunal de falências. A Skadden Arps Slate Meagher & Flom LLP está atuando no processo como assessor jurídico, assim como a Lazard atua como consultora financeira da Capgemini na transação.