Liderado pelo CEO, Luiz Sergio Vieira, projeto destacou-se no prêmio Executivo de TI do Ano, na categoria Serviços - CEO
A trajetória de Luiz Sergio Vieira na EY parece história de filme. Entrou na empresa em 1992 para atuar como trainee até conquistar a cadeira de CEO, tornando-se, então, o mais jovem à frente de uma Big4, grupo das quatro maiores consultorias. “Tive a oportunidade de trabalhar na área de auditoria por cerca de três anos. Depois disso, me dediquei especialmente ao segmento de impostos, no qual me especializei e atuei fora do Brasil, no escritório EY em de Nova York”, conta ao relembrar os primeiros anos.
Quem desconfia que tanto tempo na mesma empresa poderia ter deixado um jovem formado em Direito e Contabilidade preso nas mesmas atividade está errado. “Atuei e colaborei para diferentes áreas da companhia e, inclusive, em outros países. A pluralidade de atuação que a EY me proporcionou trouxe a medida certa de diversidade e experiências profissionais que cada fase da minha vida exigiu. Todo esse tempo viabilizou – e continua viabilizando – uma vivência sem precedentes, sempre em busca de inovação.”
Desenvolver processos e soluções de impacto em meio à revolução digital é, em suas palavras, sua missão atual. Um dos resultados obtidos até aqui é o Analytics Hub, centro de desenvolvimento de soluções digitais. Com a iniciativa, Vieira levou o primeiro lugar no prêmio Executivo de TI do Ano 2020, da IT Mídia, na categoria Serviços – CEO.
Em julho de 2018, o EY Analytics Hub saiu do papel com o objetivo de ser um espaço dedicado a resolver os principais desafios dos clientes da empresa. A ideia era desenvolver esse trabalho por meio da combinação de técnicas analíticas e tecnologias inovadoras nas diferentes linhas de serviço da EY: consultoria, auditoria, impostos e transações corporativas. Segundo a EY, a missão é entender quais são os problemas dos negócios dos clientes utilizando a tecnologia para solucioná-los.
Reunindo profissionais de diversos setores em escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Santiago e Buenos Aires, o hub já atendeu 42 projetos e trabalhou em mais de 16 mil horas de desenvolvimento. Entre os casos resolvidos graças ao Hub está o case de uma empresa chilena de gás que precisava de uma solução segura para entrega seu produto no tempo estabelecido pela lei local.
A demanda do cliente poderia exigir muito trabalho e horas para ser resolvida, não fosse a metodologia desenvolvida no Hub. Com ela, segundo a EY, o cliente conseguiu escolher com mais exatidão qual caminhão deveria levar determinada carga no prazo exigido.
Os efeitos do Hub já são sentidos na empresa. Sua lógica regional e o desenho das equipes que trabalham em mais de um projeto por vez permitem diminuir o tempo ocioso dos funcionários. Ao apostar em grupos multidisciplinares, cada especialista cuida só do que sabe em cada projeto. Outro cuidado do Hub é armazenar as soluções criadas. Assim, quando um problema repetido aparece, uma pesquisa rápida pode recuperar a solução e permitir uma entrega em tempo recorde. Tudo isso trouxe resultados na área de vendas.
Mas a melhora também se refletiu na vida dos funcionários. Com o profissional mais perto do que sempre desejou fazer, podendo se especializar só na questão técnica e longe das funções que poderiam desmotivar sua atividade, a taxa de turn-over do Hub é muito menor do que da própria EY como um todo – 17% contra 40%.
Para o futuro, a aposta da EY é justamente no aperfeiçoamento da técnica que fez o Hub ser bem-sucedido. Investimento em inovação muito forte para estar sempre na vanguarda. O segundo passo é cada vez mais uma trilha de treinamento para buscar a capacitação de profissionais e atração e retenção de talentos.
1° Luiz Sérgio Vieira, EY
2° Marco Stefanini, Stefanini
3° Eduardo Marini, green4T