InformationWeek: Mas agora, você está começando a ver a IBM e a Microsoft nas propostas de concorrência?
D’Ambrosio: Não tenho observado nenhuma proposta na qual as pessoas tenham de escolher entre Avaya, Microsoft ou BM. O que tenho verificado é muito questionamento sobre como fazemos a integração com a presença da Microsoft ou IBM no setor de desktops, ou como a interoperabilidade irá evoluir. Não existe atualmente a possibilidade de substituição entre o que a IBM e a Microsoft estão oferecendo e uma solução de comunicações unificadas.
InformationWeek: Mas e quanto ao campo de ação da Avaya?
D’Ambrosio: É um modo de fazer a integração da interface, assim como da presença. Pode-se perceber essa discussão no mercado, sobre escolher entre um software de telefonia com SIP (Session Initiation Protocol) ou um mais tradicional, e como eles interagem com recursos de voz, vídeo, mídia etc. Anunciaremos o novo One-X Communicator, que reúne software de telefonia clássico a um com SIP. Também teremos de fazer a integração com o SameTime e o Exchange, ou o OCS; ou se um cliente preferir ter uma interface com o usuário que seja diferente, iremos trabalhar nisso.
Não consideramos que existe uma disputa, à medida que os clientes utilizam nosso software de telefonia ou nossa interface para desktops, em comparação com os produtos da Microsoft ou da IBM; francamente, isso está ajudando os clientes a descobrir qual é o caminho a seguir. Acreditamos que nosso caminho é o melhor, mas novamente, estamos totalmente integrados com o que a Microsoft e a IBM estão fazendo.
InformationWeek: A Microsoft e a Nortel têm uma aliança que está resultando na integração de todo o conteúdo dos escritórios de filiais; a Cisco tem uma estratégia para as filiais integradas. Qual é sua estratégia para se manter equiparado com as iniciativas das concorrentes? Será continuar com a aliança com a Juniper, anunciada pela Avaya?
D’Ambrosio: É importante distinguir entre press releases e experiências reais. Vou dar um exemplo: em um período de 18 meses, implantamos na Home Depot cerca de dois mil escritórios de filiais. A Cisco e outras companhias competiram acirradamente contra nós, mas no final, ficou claro porque a Home Depot nos escolheu. A forma como combinamos os serviços e a tecnologia que precisamos oferecer e o modo como personalizamos soluções para atender às necessidades da Home Depot nos permitiram realizar o projeto.
Voltemos aos anúncios que a Cisco e outras companhias fizeram sobre filiais, há quatro ou cinco anos, entre em contato com aqueles clientes, e verifique quantas filiais foram realmente implantadas. Um dos fatores de diferenciação que temos é que metade de nosso empreendimento envolve serviços.
Na VoiceCon, iremos divulgar dois produtos verticais específicos: um para o setor varejista, e o outro, para o segmento financeiro. No setor varejista, em parceria com a Motorola e a InDyne. Quando as pessoas entram em uma loja, podem ir até um quiosque e pressionar um botão para falar com um agente de call center, ou utilizar um dispositivo da Motorola para ter acesso a chamadas e verificar as informações sobre compra e inseri-las em um sistema de coleta de dados.
O mesmo ocorre com o segmento financeiro, no qual formamos parceria com a IBM, a fim de tirar proveito de sua especialização nessa indústria, com o produto Lotus Expediter; 90% dos funcionários trabalham externamente ao escritório central. Para capacitar o público em geral, não se pode simplesmente capacitar as sedes das companhias. Toda essa noção de fornecer comunicações unificadas por US$100 por pessoa, US$60 por vídeo, e então habilitar o escritório da filial, nos permite fazer proliferar as comunicações unificadas para “as massas.