A Avaya, uma das líderes de mercado no setor de comunicações IP, pretende ajudar a transformar as redes IP de uma alternativa de redução de custos para uma que direciona os negócios. A companhia está dando início a uma estratégia que visa disponibilizar as comunicações unificadas para as massas, por meio de produtos direcionados e mais baratos. A InformationWeek EUA entrevistou o CEO da empresa, Lou D’Ambrosio, sobre a evolução das comunicações unificadas, à medida que os serviços de voz, vídeo e dados integrados sobre IP se tornam uma verdadeira possibilidade para um número cada vez maior de negócios.
InformationWeek: Qual é a situação atual das comunicações unificadas, do ponto de vista da Avaya?
D’Ambrosio: As pessoas vem comentando sobre serviços de voz, vídeo e dados durante os últimos 20 anos. De modo semelhante ao que ocorreu com a adoção dos PCs e a “explosão” da internet, agora estamos verificando esta extraordinária adoção das comunicações unificadas. Há quatro anos, menos de 25% de todas as novas linhas disponibilizadas eram de voz sobre IP. Em 2008, quase 80% das novas linhas são do tipo.
As UCs (Unified Communications, ou comunicações unificadas) se modificaram, de uma solução que oferece economia de custos, para aplicações rentáveis como call centers, para inserir as comunicações em seus processos centrais de negócios e diminuir drasticamente o tempo de ciclo. Quando penso em para onde nossa tecnologia está prosseguindo e em como nossa companhia evoluiu como resultado disso, vejo que 75% de nossa atividade de pesquisa e desenvolvimento, atualmente, é dedicada a software. Isso é uma boa indicação do quanto as UCs evoluíram.
Se você considerar o cenário competitivo, perceberá que a mudança foi drástica. Na conferência VoiceCon realizada há alguns anos, havia muitas companhias. Se você observar quem está fazendo as palestras este ano, encontrará a Avaya, Microsoft, IBM e a Cisco. Das organizações clássicas focalizadas em comunicações, somente a Avaya ficou, porque temos sido a organização mais bem-sucedida na transição dos serviços de voz para os convergentes de voz, dados e vídeos.
InformationWeek: Qual é o tema geral do que será anunciado na VoiceCon (em novembro de 2008)?
D’Ambrosio: A democratização das comunicações unificadas. Trata-se da disponibilização das UCs para as massas. Diferentes companhias têm visões distintas em relação a isso. Uma de nossas concorrentes, situada na Costa Oeste, está pensando em vender sistemas de videoconferência avançados, por US$300 mil, para altos executivos, em escritórios tradicionais, com mobília em mogno.
O que queremos é que as ferramentas de comunicações unificadas se tornem acessíveis em âmbito popular. Vamos anunciar recursos de UC com preços a partir de US$100 por pessoa.
InformationWeek: Atualmente, o que se compara com essa alternativa?
D’Ambrosio: Isso depende de como a UC é fornecida, mas diversos produtos poderão custar de várias centenas a muitos milhares de dólares por pessoa. O modo como temos conseguido preços baixos foi considerar todas as possibilidades de uso existentes para trabalhadores remotos, e fornecer as soluções em pacotes.
Nosso produto que custa US$100 permite que o usuário, em seu escritório doméstico ou durante uma viagem, tenha o mesmo acesso a recursos de voz, conectividade e transmissão de mensagens, como se estivesse em seu escritório. Se quiser acrescentar vídeo, pode dispor de videoconferência, por US$60 por pessoa.
Se você comprar duas dessas soluções de videoconferência que custam US$300 mil, poderá ter de 20 a 30 pessoas utilizando o sistema, mas é possível habilitar 4 mil usuários por meio de nossa solução, pelo mesmo preço. Existe uma perspectiva diferente, em termos de como o produto é utilizado.
Também estamos pensando em realizar vários outros anúncios, a fim de tornar as UCs mais fáceis para os usuários.