88% dos bancos de dados da Amazon estarão rodando em AWS até o fim de 2018, derrubando um dos argumentos de Ellison
O CEO da Amazon Web Services (AWS), Andy Jassy, usou sua conta no Twitter na última sexta-feira (09/11) para cutucar o cofundador e atual CTO da Oracle, Larry Ellison. Jassy disse que a área de negócios de consumo da Amazon, o Amazon.com, desativou o banco de dados da Oracle que utilizava até então, no dia 1º de novembro, para migrar para a solução concorrente, o Redshift, da AWS.
Segundo o tweet do executivo, até o final de 2018, 88% dos bancos de dados da Amazon estarão rodando em AWS, enquanto 97% dos sistemas críticos serão movidos para Aurora e DynamoDB, ambos também da AWS.
O executivo utilizou a hashtag #DBFreedom, em alusão à liberdade de banco dados e, além disso, disso que esse é mais um episódio do “uh huh, keep talking’ Larry” – continue falando, Larry, na tradução livre para o Português. Confira o tweet:

A provocação de Jassy é uma resposta aos diversos ataques de Ellison direcionados à AWS nos últimos anos. Durante conferências da Oracle, o cofundador da empresa direcionou diversos ataques à concorrente de nuvem, garantindo que os bancos de dados da companhia são infinitamente melhores – inclusive com diversos testes provando isso. Um de seus principais argumentos era de que a própria Amazon utiliza banco de dados Oracle, o que provaria a superioridade. Agora, a Amazon parece estar derrubando esse argumento.
O portal The Information divulgou em janeiro que tanto a Amazon quanto a Salesforce estão trabalhando para reduzir seus extensos investimentos em bancos de dados Oracle. Ellison, por sua vez, afirmou no ano passado que a Amazon gastou US$ 50 milhões com a Oracle em um único trimestre.
Os ataques de Ellison acabam tirando de destaque de algo mais interessante: o Oracle Autonomous Database, solução de banco de dados autônomo apresentado pela Oracle em 2017. A plataforma, que utiliza técnicas de machine learning para automatizar a gestão – e segurança – de banco de dados, é a grande a posta da companhia para otimizar a operação de banco de dados, trazendo desempenho e eliminando erros humanos.
Outro movimento intenso da Oracle é converter seus clientes existentes em nuvem possa gerar receita suficiente para ficar para trás na corrida por participação de mercado em nuvem. A AWS lidera o mercado, com Microsoft, Google, IBM e Alibaba atrás.