Apesar do ano difícil que a Microsoft vem enfrentando, com os prejuízos resultantes da compra da Nokia, incluindo o corte em massa no quadro de colaboradores, Satya Nadella começou o seu discurso com uma visão otimista, afirmando que este “está sendo um ano e tanto. Um ano de tremendo progresso, de transformação”, especialmente no ecossistema de parceiros.
Prova disso é o número do investimento feito nessa frente, que passa dos US$10 bilhões, e a confirmação de que mais de 90% das vendas em software da empresa são realizadas por meio de canais, como afirmou Phil Sorgen, vice-presidente corporativo do Grupo de Parceiros Globais da Microsoft, um pouco antes do CEO entrar no palco.
O foco principal do discurso de Nadella foi a reafirmação da missão da companhia de “empoderar toda pessoa e organização no planeta para fazer mais”, disse. “Estamos focados em ajudar nossos clientes a alcançar o sucesso.”
A empresa nos últimos anos está investindo em cloud como parte de sua estratégia para se posicionar como uma fornecedora de serviços em nuvem em um mundo “mobile-first, cloud-first”, como definiu o CEO em sua apresentação. Para o executivo, o mundo que está por vir em um breve futuro é repleto de dispositivos com os quais poderemos interagir.
Mas, mesmo com todas essas possibilidades, há uma coisa que permanece: a experiência, seja por meio de dispositivos, aplicações e dados. Nesse contexto, o cloud é o controle que permite se movimentar entre devices, não importando a circunstância ou local, de acordo com Nadella.
Com essa visão, a Microsoft estabeleceu seus esforços em três grandes pilares:
A reinvenção da produtividade e processos de negócios é o primeiro ponto. Para Nadella, essas duas frentes não devem ser tratadas em separado. Nesse quesito, a empresa anunciou o Project Gigjam, uma aplicação que visa facilitar a interação entre colaboradores, fomentando a produtividade dentro das empresas.
O software também possui integração com a assistente pessoal da Microsoft, Cortana, e permite funcionamento entre plataformas, como iPhone e Windows desktop – como foi demonstrado em palco pela gerente-geral da Microsoft Office Division, Julia White. Mais informações sobre a novidade estão disponíveis no site gigjam.com.
O segundo ponto abordado por Nadella foi a construção de valor inteligente por meio da nuvem. Para isso, o CEO anunciou o Cortana Analytics Suite. A ideia é que o software sirva como uma ferramenta para que as empresas possam lidar com o principal desafio enfrentado atualmente: transformar dados em valor. “Essa capacidade ajudará qualquer business – seja ele grande ou pequeno – a se transformar por meio do poder dos dados“, afirma o executivo.
A suite possui tecnologias de infraestrutura como machine learning, data storage e processamento com inteligência perceptiva – como análise facial, de fala e visão, que permite às empresas se antecipar e automatizar resultados.
Por fim, mas não menos importante, o executivo anunciou esforços feitos no mundo da computação pessoal – o último grande pilar abordado por Nadella. O maior trunfo da empresa nesse ponto é o Windows 10, previsto para o final deste mês, e que tem como premissa a integração de todos os universos da tecnologia em uma única plataforma, em uma única experiência.
*A jornalista viajou a Orlando (EUA) a convite da Microsoft