Cientistas de dados não nasceram em 2008. O termo apenas foi cunhado naquele ano, de acordo com Svetlana Sicular, diretora de pesquisas do instituto de pesquisas Gartner.
Na época, o termo, para Svetlana, parecia confuso demais: criaturas misteriosas que se chamavam “cientistas de dados” não se encaixavam no perfil divulgado pelo mercado: jovens com cerca de 35 anos e amplo conhecimento em matemática.
Mas e os pensadores brilhantes que realizavam a magia dos dados antes de 2008? O que aconteceu com as diversas equipes de físicos quânticos, doutores em química e numerosos estatísticos que detectavam fraudes e ataques de negação de serviço antes da invenção do termo “cientista de dados”?
A verdade é que, de acordo com Svetlana, cientistas de dados existem desde 1988. Jose A. Guerrero, da Espanha, é um exemplo. Com mais de 25 anos de experiência no setor de saúde, Guerrero é cientista de dados da Kaggle, dona de uma plataforma para análise preditiva.
Ele trabalha com grandes quantidades de dados desde 1988 e já ganhou mais de 40 desafios científicos de dados, prova de 2008 não marcou o surgimento desse talento.