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tecnologia da informação se tornando peça central para muitas empresas, 63% dos CEOs estão direcionando seus CIOs para projetos de TI que geram dinheiro, de acordo com levantamento realizado pela provedora de outsourcing Harvey Nash e KPMG LLC com 3.352 líderes de TI. Assim, 37% dos CEOs desejam que seus CIOs
priorizem projetos que economizam dinheiro.
Da mesma forma, membros do board têm aplicado menos ênfase nas prioridades operacionais tradicionais de tecnologia. Desde 2013, houve queda de 30% nos conselheiros pedindo que CIOs se concentrem em poupar dinheiro.
Durante esse mesmo período, CIOs dizem que houve diminuição de 27% entre o board pedindo-lhes para que se concentrassem no fornecimento de desempenho de TI consistente e estável, de acordo com a pesquisa.
As exigências de trabalho têm crescido ou mantiveram-se relativamente estáveis nos últimos quatro anos, de acordo com o relatório. Exigências incluem melhor envolvimento com clientes, crescimento da receita e aprimoramento de processos de negócios.
Por exemplo, em 2014, o CIO da Intel, Kim Stevenson, implementou software para análises avançadas gerando US$ 351 milhões em receitas para a fabricante de semicondutores. Um dos primeiros projetos de análise foi usado para ajudar vendedores a se tornarem mais eficientes no relacionamento com revendedores.
O sistema criou um modelo de probabilidade, com base em aprendizagem de máquina, que descreveu como era uma venda de sucesso. O sistema, então, mostrava aos vendedores para quais revendedores eles deveriam entrar em contato primeiro.
De forma similar, o CIO da GE, Jim Fowler, usou analytics para ajudar a gerar receita quando ele estava na GE Capital. Ele usou ferramentas de automação para levar mais de US$ 400 milhões em dois anos para a empresa, informou ao CIO Journal, do jornal Wall Street Journal, em março de 2015. A receita veio a partir de uma série de projetos de TI incluindo uma ferramenta de análise de frota e plataforma chamada Touchless que subscreveu US$ 200 milhões em volume para os negócios.
Bob Miano, presidente e CEO da Harvey Nash nos Estados Unidos, afirmou que consumiu certa quantidade de tempo corrigindo deficiências como paradas em seus sistemas. “Tecnologia e metodologias têm sido desenvolvidos para reduzem a angústia, tempo de reação e foco em manter as luzes acesas e aplicações rodando”, contou.
Com o tempo, tecnologia e técnica de desenvolvimento de software amadureceram e CIOs passaram a consumir menos tempo lutando contra falhas operacionais. Isso ajudou CIOs a ganhar contornos mais estratégicos nos negócios.
O estudo indica que quatro entre dez CIOs consomem pelo menos um dia na semana fora da TI. Na realidade, 55% dos CIOs acreditam que suas carreiras serão fora da TI nos próximos cinco anos, contra 48% no último ano.