Pesquisa identificou os principais desafios para os CIOs de organizações governamentais
De acordo com um levantamento realizado pelo Gartner, 58% dos CIOs que atuam em organizações governamentais enfrentaram problemas nos últimos quatro anos. Além disso, 52% dos entrevistados afirmaram ter sofrido déficit de investimento no mesmo período.
“Os governos estão lutando em muitas áreas, após interrupções, incluindo mudanças na liderança, reorganizações e déficits de financiamento. Para muitos CIOs, a interrupção afetará o crescimento do orçamento da TI e o lançamento de novas iniciativas comerciais”, explicou Alia Mendonsa, diretora sênior de pesquisa do Gartner, em comunicado à imprensa. “Modelos de financiamento inflexíveis exacerbam esse problema.”
Os CIOs de organizações governamentais ainda estão desenvolvendo habilidades e estratégias de liderança digital. “O setor governamental está atrasado em relação a outros setores em todos os aspectos da estratégia, particularmente na sua capacidade de comunicar estratégias de negócios claras e consistentes”, acrescentou Mendonsa.
A pesquisa constatou que menos da metade (48%) dos CIOs que trabalham para governos afirmam que a sua organização possui uma estratégia comercial geral clara e consistente. Apesar das dificuldades, o relatório demonstrou que esses profissionais estão à frente de outros setores no desenvolvimento e fornecimento de serviços digitais, mas mais atrasados na maioria dos domínios dos processos de TI.
Para Mendonsa, a solução é avaliar a maturidade dos processos de TI para identificar pontos de força e fraqueza e, em seguida, priorizar a implementação de fluxos de trabalho aprimorados conforme os resultados.
O estudo apontou, ainda, que dados e análises, inteligência artificial e tecnologias em nuvem permanecerão como soluções revolucionárias para os CIOs de organizações governamentais em 2020. Os resultados do levantamento mostraram que, durante os próximos 12 meses, a maioria dos participantes já terão implantado ou estarão focados na implantação de segurança cibernética (84%), inteligência artificial (37%) e automação robótica de processos (33%).
“Os CIOs precisam priorizar o investimento em tecnologias emergentes de acordo com o valor potencial da sua instituição”, declarou Mendonsa. “Tecnologias mais maduras, como nuvem, dados e análises oferecem benefícios imediatos em termos de capacidade e escalabilidade para a prestação de serviços governamentais digitais e, portanto, podem ser priorizadas. As experiências com IA e automação robótica de processos podem começar menores inicialmente e, depois que o seu valor puder ser demonstrado, as iniciativas que envolvem essas tecnologias poderão ser ampliadas.”