Cisco Live teria início nesta terça-feira (2). Companhia anunciou doação de US$ 5 milhões para instituições de combate ao racismo e discriminação
A Cisco decidiu adiar a sua conferência global virtual Cisco Live! em respeito a onda de protestos que tomaram os Estados Unidos e outras cidades do mundo após a morte do ex-segurança negro George Floyd, morto por um policial branco no dia 25 de maio.
A conferência já havia sido inicialmente remanejada para acontecer de forma totalmente virtual devido à pandemia do novo coronavírus. O evento para analistas, imprensa e parceiros teria início nesta terça-feira (2). A Computerworld Brasil, que cobriria a conferência, recebeu comunicado informando da decisão do adiamento. O e-mail é assinado pelo CEO global Chuck Robbins. O executivo afirma que a decisão também levou em consideração o feedback daqueles que participariam do Cisco Live!.
“À luz de tudo o que vemos acontecendo no mundo e nos Estados Unidos, incluindo o feedback de alguns de vocês, não acreditamos que seja a hora certa de sediar um evento no meio desse momento trágico da nossa história”, escreveu Robbins.
Em vídeo no YouTube, Robbins condenou o assassinato de George Floyd: “horrível, enlouquecedor e verdadeiramente abominável”. “As pessoas nos EUA e no mundo estão lidando com tanta dor, frustração e raiva”, disse. “Queremos dar espaço a você nesta semana para fazer o que você precisa fazer dentro de suas próprias organizações e comunidades”.
Robbins também anunciou que a Cisco faria uma doação de US$ 5 milhões para instituições de caridade que combatem o racismo e a discriminação.
O Cisco Live! agora deve acontecer no final de junho.