O presidente da Claro Carlos Zenteno apresentou nesta terça-feira (28/10), em São Paulo, um reposicionamento da marca que, na visão dele, precisava deixar de ser racional para atingir um terreno mais emocional. Com apelo forte junto aos clientes residenciais, as peças publicitárias focarão muito na correria do mundo moderno que faz com que as pessoas deixem de viver os momentos de forma mais intensa. E mesmo com essa mensagem de apelo pessoal, Zenteno acredita que o fundamento também poderá ser aplicado para falar com o mundo empresarial.
Obviamente, a maior parte dos contratos corporativos do grupo América Móvil no Brasil parte da Embratel, pela venda de comunicação por satélite, serviços de data center e computação em nuvem, entre outros, mas muitas empresas selam contratos de comunicação móvel diretamente com a Claro.
“A campanha é muito favorecida em todos os sentidos por falar com todos os publicos. Os serviços corporativos móveis também resolvem essas questões e ajudam fechar negócios, aumenta produtividade e melhora a comunicação com os times de trabalho. Quando levarmos essa mensagem via publicidade B2B, a comunicação estará adaptada para esse público, utilizando o guarda-chuva da marca que estamos apresentando”, explicou Zenteno.
Durante o anúncio, ele deixou claro a meta da companhia de liderar em todos os mercados de atuação e o desejo de ser uma marca mais desejada. Assumiu que, para isso, é preciso entregar bons serviços, mas apresentou dados de medições e da própria Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que atestam boa qualidade da rede de dados da Claro. “As marcas não têm apenas que cumprir com promessa, mas chegar perto do coração do cliente. Estamos num processo de mudança e transição de construção de nossa marca.”
As novas campanhas são fruto de um trabalho de 11 meses dentro e fora da companhia, cujo investimento não foi divulgado, mas que resulta no slogan: é você quem faz o agora. Rodrigo Vidigal, CMO da operadora, lembrou que a campanha foi toda desenvolvida no Brasil, sem importação ou adaptação de ideias vindas do exterior.
Mas mais que uma campanha, liderar o mercado pede investimentos fortes em infraestrutura e qualidade dos serviços, e isso tem acontecido. O grupo América Móvil deve encerrar o ano de 2014 com um investimento total de R$ 10 bilhões no Brasil. Se avaliar apenas a Claro, entre 2013 e 2014, serão aplicados R$ 6,3 bilhões, fora o valor investido em leilões de frequência. “Seguimos com nossos investimentos em tecnologia, rede, infraestrutura de atendimento, em todos os serviços oferecidos, como TV, banda larga e telefonia fixa.”