O processo envolvendo a investida da Telefónica para garantir o controle da Vivo ganha um novo capítulo a cada dia. Entre aumento de oferta, proposta para dividendo extra e venda da participação no capital social da Portugal Telecom, agora é a vez da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) protagonizar a cena. O órgão português equivalente à nossa CVM irá analisar com máxima urgência a negociação de parte das ações que a telco espanhola possuía no grupo português.
Conforma apurou a agência de notícias Lusa, a CMVM dará máxima urgência à avaliação do processo que culminou com a venda de 8% dos 10% que a Telefónica detinha na PT. Parte dessa investigação acelerada provavelmente está atrelada ao fato de que um dos compradores seja o banco suíço UBS, que atua como consultor do grupo espanhol na investida sobre a Vivo. Analistas acreditam que, com a venda, as chances de a telco ter a aprovação da oferta na assembleia de acionistas no próximo dia 30 aumentam.
Vale lembrar que, quando a Telefónica elevou a oferta pelo controle da Vivo para 6,5 bilhões de euros, a companhia também se dispôs a colocar à disposição sua participação no capital social da PT e que os acionistas poderiam indicar quem iria comprar essa participação.
Por conta disso, após a venda dos 8%, circulou no mercado europeu a informação de que a Telefónica recompraria essa participação logo após a aprovação da oferta na assembleia, o que a espanhola nega. A empresa diz ainda desconhecer quem ficou com as ações negociadas.