Locaweb Corp e Intel querem massificar a utilização de big data e analytics pelo mercado corporativo. Consideradas infraestruturas que exigem altos investimentos em hardware e software, as soluções acabam ficando restritas a empresas com maior poder aquisitivo. Diante desse cenário, as companhias querem quebrar essa barreira com um modelo de utilização de big data as-a-service (como serviço), com foco principalmente em pequenas e médias empresas.
Representantes da Locaweb Corp e da Intel anunciaram a nova solução nesta quinta-feira (24/11), durante evento para jornalistas. No acordo, a Intel fornece a solução Cloudera como plataforma para entrega de serviços, a Locaweb fica a cargo do gerenciamento, enquanto uma terceira parceira entra no circuito, a Semantix, para agregar serviços de consultoria em ciência de dados. Dessa forma, o usuário final não tem a necessidade de arcar com custos de instalação, operação e manutenção – a preocupação fica exclusiva com o manuseio dos dados que serão gerados pela plataforma.
Alex Glikas, líder da Locaweb Corp no Brasil, destacou a parceria de muitos anos com a Intel para desenvolvimento de diversas soluções em conjunto, entre elas este serviço de big data, que foi iniciado há um ano e meio. “O foco é tornar o big data uma tecnologia de mais fácil uso, com custos menores, além de melhorar a performance do máximo de empresas”, afirmou.
O objetivo é atingir as companhias que não têm condições financeiras para grandes investimentos, mas que também não contam com infraestrutura para esse tipo de aplicação. “A tecnologia muitas vezes não é core business em empresas menores. Queremos levar a facilidade para elas poderem contar com esse tipo de serviço”, conta Fabio de Paula, diretor corporativo da Intel.
Nesse quesito, a Semantix terá papel importante para compor o portfólio e atuar como cientista ou engenheira de dados, justamente em companhias que não contam com esse tipo de profissional. “A ideia é atender sob demanda e entender a fundo a necessidade para atender com custos aderentes”, explica Glikas.
Por ser um serviço sob medida, as empresas não estimam valores iniciais, que vão depender de cada necessidade. “O pagamento pode ser por utilização, por tarefa ou período”, comenta Everson Todoroki, gerente de produtos da Locaweb Corp. “Enquanto em um projeto comum a empresa precisa de 5 ou 6 servidores, nesse modelo não será preciso nenhum tipo de infraestrutura como essa. É uma grande redução de custos”.
De acordo com Todoroki, as companhias esperam fechar 2017 com pelo menos dez grandes projetos, aproveitando o crescimento da implementação de big data no mundo corporativo. Pesquisa divulgada pelo IDC revela que o investimento global em big data deve chegar a US$ 187 bilhões em 2019 – número que foi de US$ 122 bilhões em 2015. No Brasil, o investimento no ano passado foi de US$ 870 milhões. “Os investimentos em big data continuam relevantes à medida que as empresas estão percebendo a importância. Nos próximos quatro anos, o crescimento de mercado deve ficar na casa dos 10,8%, mesmo com a ligeira queda nesse ano, com expectativa de retomada em 2017”, disse Luciano Ramos, especialista do IDC, que também participou do evento de lançamento.