A Nutanix está apostando alto suas fichas no mercado brasileiro. Após anunciar com exclusividade a abertura de sua operação no País à CRN Brasil, a companhia anunciou que fabricará localmente suas linhas de NX-1000, NX-3000, NX-6000 e NX-7000 em parceria com a Flextronics e Foxconn.
“A fabricação local nos permitirá ser competitivo em preço, fator fundamental para crescer”, diz Leonel Oliveira, que assumiu a posição de country-manager da operação brasileira da Nutanix este mês, após sete anos na Riverbed. “Já estamos no PPB (Processo Produtivo Básico)”, adiciona.
No Brasil, a Network1 é a responsável pela distribuição da solução da fabricante. Porém, a Nutanix está em conversas com outros distribuidores para ampliar sua presença também na América Latina, comenta Andres Hurtado, vice-presidente da companhia para a América Latina. Além disso, já são cinco os canais listados para trabalhar com as soluções da fabricante.
Proposta
“Está na hora de Storage Area Network (SAN) e Network Attached Storage (NAS) desaparecerem. Eles representam o modo antigo de pensar em sistemas interligados de storage e convergência de sistemas”, dispara o VP.
O negócio da fornecedora, como explica Leandro Lopes, engenheiro sênior de vendas da organização, é criar uma infraestrutura convergente que una storage e servidores em um único appliance.
Por meio da virtualização desse sistema (que pode ser via VMware, Microsoft Hyper-V ou Citrix) e inteligência do software da fabricante, há o aumento no desempenho do sistema e diminuição do custo e espaço para alocação da caixa.
Dessa forma, a empresa promete que sua plataforma de computação virtual suporta implantações de qualquer carga de trabalho virtual, incluindo iniciativas de desktops virtuais em larga escala (VDI), desenvolvimento e teste de aplicações, nuvens privadas entre outras possibilidades.
Segundo a companhia, a plataforma da Nutanix pode ser instalada em questão de horas e não requer especialistas em armazenamento dedicados para gerenciá-la.
Estratégia
A fabricante mira médias e grandes empresas, assim como provedores de data center, como clientes, além de instituições governamentais. Até o final desse semana, o primeiro cliente privado da companhia deve assinar o contrato, conta Oliveira, que não vê a chamada crise afetar as oportunidades. “É na crise que você estimula a criatividade. As pessoas investem de forma mais inteligente. Nosso produto tem a proposta de aumentar o desempenho a custo reduzido, e assim temos um discurso que pode ganhar empresas”, visualiza ele.
Para atuar com o governo, a produção local somado ao Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) são chave. Oliveira vê em 2014 um momento de grandes oportunidades para conseguir contatos e até mesmo contratos com o governo, uma vez que em ano de eleição vive-se o ?momento de execução do orçamento?, o que torna o ano como um todo propício a negócios.
Parceiros são essenciais para o sucesso da companhia.
A empresa já chega ao País com um programa de canais estruturado, dividido entre os níveis Autorizado, Premier e Elite, sendo esse último o que mais tem apoio em vendas e marketing cooperado da companhia, com a contrapartida a especialização constante da revenda.