Instituto Oi Futuro apostou em tecnologias imersiva e IA como ferramentas para conectar pessoas; confira atrações disponíveis no espaço
O Oi Futuro, instituto de inovação e criatividade da operadora de telefonia Oi, realizou um evento para jornalistas a fim de apresentar o MUSEHUM – Museu das Comunicações e Humanidades.
Localizado no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro, o local ocupa o espaço do antigo Museu das Telecomunicações, fechado em agosto de 2019 para reformas da nova versão. A reformulação do espaço, já disponível para visitas, custou R$ 3 milhões e contou com investimentos do Oi Futuro e do Ministério da Cidadania, através de lei federal de incentivo a cultura.
De acordo com Suzana Santos, presidente do Oi Futuro, o projeto de renovação tinha como objetivo apresentar ao visitante a história das telecomunicações, mas colocando as pessoas, e não os equipamentos, como protagonistas nas experiências apresentadas.
“O Oi Futuro inicia 2020 entregando um novo conceito de museu aos moradores e turistas do Rio de Janeiro, um espaço que combina história, conhecimento e inovação de uma forma lúdica e acessível para todas as idades”, afirma.
Roberto Guimarães, gerente executivo de Cultura do Oi Futuro, reforçou que a proposta do MUSEHUM é oferecer novas experiências aos futuros visitantes. “O público é um colaborador ativo na construção do museu, porque a comunicação, verdadeiramente, é a troca de afetos, conhecimentos e informações, e as pessoas são as protagonistas desses processos. É o humano que dá sentido à tecnologia”
Para criar um espaço que seja convidativo para o atual perfil do visitante, que é altamente conectado e que usa a tecnologia em diversos momentos da vida, o Oi Futuro desenvolveu uma pesquisa chamada Narrativas para o Futuro, na qual realizou uma pesquisa com 600 pessoas (entre frequentadores ou não frequentadores de museus) para entender os desejos desse novo público.
Ao fim da análise, a instituição detectou as seguintes mega tendências para esses espaços:
Levando em consideração esses aspectos, o MUSEHUM foi pensado para ter uma estrutura dinâmica o bastante para incluir ou modificar alguns aspectos, além de se apoiar na tecnologia para garantir um nível maior de diversificação.

A homenagem feita às telecomunicações fica por conta dos 550 telefones criados e utilizados ao longo da história. As informações sobre os modelos, como período de uso, podem ser acessadas por um tablet (entregue na entrada do evento) ou ao acessar um endereço do museu via celular.

Os painéis localizados no meio da também complementam as informações dentro do mercado de telecoms, mas com uma abordagem mais humana: apresentando a rotina das telefonistas no começo do século e a relação da população com o serviço de telefonia.

A grande novidade do MUSEHUM fica por conta das experiências tecnológicas desenvolvidas para o público. Todo o trabalho de criação e instalação das instalações criadas no espaço foi criada pela Cactus, companhia especializada em fornecer experiências digitais dentro de ambientes físicos.
Felipe Reif, cofundador da Cactus, explicou para a Computerworld que o projeto, cujo planejamento foi iniciado em 2017, teve como objetivo colocar o cidadão como personagem principal e que as experiências foram pensadas para serem compatíveis com o uso de tablets ou smartphones.
Ao entrar no prédio que abriga o museu, o visitante encontra a Super serlfie, a primeira das novas experiências tecnológicas. Ao tirar uma foto em uma câmera, se retrato é exposto dentro de um painel cujo design lembra o as imagens construídas em pixel.

Para as telas que apresentam os conteúdos foram criadas com base em uma inteligência artificial, que mede fatores como conteúdos mais vistos e tempo de visualização do usuário para aprender com os hábitos do público e oferecer uma experiência aprimorada.
“Se o usuário está navegando em diversas playlists e ele começa a consumir mais o conteúdo de um determinado tópico e essa tendência continua nos próximos dias, o sistema prioriza coloca esse conteúdo em destaque. Se a gente percebe que a maior parte dos usuários interrompe um vídeo após dois minutos e meio, a gente vai transformar a plataforma para que ela trabalhe com vídeos mais curtos”, explica Reif.

A experiência de realidade virtual (VR) foi construída usando como base histórias vivenciadas por telefonistas no início do século, como uma telefonista que auxiliou em um parto.

Já a principal experiência dentre os novos espaços do MUSEHUM chama-se a roda, que utiliza um sistema de algoritmos para, com base em informações como data de nascimento e número de seguidores em redes sociais, proporcionar uma experiência mais customizada ao público.

De acordo com Reif, cerca de 60 profissionais foram envolvidos direta e indiretamente na construção para essas tecnologias de ponta.
Anualmente, o espaço contava com cerca de 20 a 24 mil visitantes por ano. Com todas as mudanças, a meta da instituição é dobrar esse número ao longo de 2020.
MUSEHUM – Museu das Comunicações e Humanidades
Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo
Visitas podem ser feitas de terça a domingo, das 11h às 20h
Entrada gratuita
Informações (21) 3131-3060
*A jornalista viajou para o Rio de Janeiro a convite da Oi