Para ele, que falou com jornalistas de diversos países, a união das companhias possibilita alcance facilitado ao mercado emergente e de pequenas e médias empresas, bastante conhecido da Dell, com a pesquisa e desenvolvimento e grandes empresas da EMC, além da cadeia de suprimentos de ambas.
O executivo não quis fornecer mais detalhes sobre a movimentação, mas, segundo ele, mais informações serão divulgadas a partir de amanhã (20/10) durante sua apresentação, quando ele tentará explicar o que ele mesmo definiu como ‘teoria de unificação do universo 1.0’. “A teoria 2.0 vou comentar após a finalização da compra”, assinalou.
A união dos negócios, de acordo com ele, faz todo o sentido uma vez que, hoje, os líderes de TI buscam formas de digitalizar processos e reduzir custos com infraestrutura. “Há ainda um movimento para a virtualização e sistemas hiperconvergentes nos quais os silos estão começando a desaparecer. A combinação de Dell e EMC nos coloca em posição privilegiada no mercado.”
Mas o trabalho da Dell nesse contexto está claramente apenas começando, uma vez que ainda não está definido de que forma os negócios serão conduzidos: serão mantidos de maneira separada, com focos distintos, ou tratados de forma única?
Questionado se a abordagem da Dell é diferente da HP, que está em fase final de separação dos negócios corporativo e usuário final, o executivo foi superficial e afirmou que as companhias têm visões diferentes e para a Dell, a escala e o volume são importantes em sua estratégia. “Há uma explosão de devices, IoT, conexões entre data center e device e clientes não querem mais dezenas de fornecedores, querem menos. Ouvimos de CIOs nos últimos dias que a consolidação é ótima, pois torna o trabalho deles mais fácil”, completou.
Em resposta ao comentário da CEO da HP, Meg Whitman, que criticou a compra, Dell disse: “A HP é um forte parceiro VMware”, limitou-se a dizer, acrescentando que não tinha mais comentários sobre o tema. Lembrando que, pelo acordo, a VMware continuará a operar de forma separada e manterá seu capital aberto.
Com os holofotes todos em cima da aquisição da EMC, nada mais natural do que surgirem dúvidas sobre o futuro do negócio de PCs da Dell. Segundo Jeff Clark, vice-presidente de Client Solutions da Dell, o acordo não diminuirá a importância dos computadores na estratégia da fabricante. “O acordo com EMC ajuda a Dell a resolver problemas dos clientes. Os clientes estão nos pedindo para ajudá-los na jornada digital”, completou Marius Haas, diretor comercial da Dell.