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Graci de Melo
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“Não mudaria nada da minha história”: como Graci de Melo transformou dor em legado

A jornada de Graci de Melo, que começou a trabalhar aos 11 anos e hoje lidera 500 colaboradores, ensina que vulnerabilidade e força caminham juntas

Publicado:
06/10/2025 às 19:00
Déborah Oliveira
Déborah Oliveira
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5 minutos
Graci de Melo, cofundadora e coCEO da V8.Tech. Imagem: divulgação
Graci de Melo, cofundadora e coCEO da V8.Tech. Imagem: divulgação

Graci de Melo começou a trabalhar com apenas 11 anos. Não porque queria, mas porque precisava. Nascida em uma família humilde, com dez irmãos e sem a presença do pai, aprendeu cedo que, para sobreviver, era preciso ser forte. “Não mudaria nada da minha história. Nem as coisas ruins. Elas me trouxeram até aqui”, diz com serenidade. 

Hoje coCEO e cofundadora da V8.Tech, uma das consultorias mais relevantes do Brasil em transformação digital e inteligência artificial (IA), Graci percorreu um caminho de esforço e coragem. Sua trajetória não passou pela universidade logo de início, mas pela prática. Garçonete à noite, conseguiu uma oportunidade de secretária em uma consultoria de tecnologia, mesmo sem experiência.  

Curiosa e dedicada, logo começou a entender o vocabulário técnico da TI. Logo passou a ser assistente do time de recrutamento e seleção da empresa. “Lia os currículos e batia com as vagas. Aquilo foi me ensinando. Entendi o que era Delphi, o que era COBOL”, lembra. Depois de dois anos na triagem de currículos, virou analista júnior. Acompanhava entrevistas, conversava com candidatos, aprendia com cada um. Mais tarde, passou para pós-venda, e então, vendas. Ali começava uma virada. 

Seu primeiro grande cliente foi a Porto. Chegou a ter 130 profissionais alocados na empresa. “Comprei meu primeiro apartamento nessa época”, lembra. Fez tudo sem formação superior, guiada pela inquietação e pela vontade de aprender. Aos 30 anos, com recursos próprios, iniciou uma faculdade, que não terminou. Preferiu investir em cursos executivos. “Sempre fui atrás. Até o inglês aprendi assim: correndo atrás.” 

Leia também: Intraempreendedorismo, inclusão e aprendizado contínuo moldam a trajetória de Gisselle Ruiz Lanza

Depois de ter sido desligada da consultoria após dez anos de jornada confessa que seu mundo caiu. Mas pouco tempo depois, agradeceu por ter sido uma virada de chave em sua careira.  “Aquele desligamento me fez voar.” Veio a experiência em vendas complexas, uma multinacional francesa, a passagem pela Oracle, e a aliança com Rodrigo Xavier, que mais tarde se tornaria seu sócio e marido. Na Oracle, brilhou: bateu cotas, foi premiada e viajou até para o Havaí. Mas ainda assim, algo inquietava. 

A mulher que não nasceu para ter chefe

Sempre diziam que Graci tinha veia empreendedora. Ela mesma duvidava, até que não duvidou mais. Ao lado de Rodrigo e outros sócios, fundou a V8.Tech em 2014, com a ideia clara de “fazer diferente”. Nada de revenda pura, de corporativismo vazio. O que queriam era entrega com propósito. “A empresa é um meio de transformar. De deixar nossa marca. De gerar valor real.” 

A V8 começou pequena e hoje são quase 500 colaboradores com a meta de faturar R$ 440 milhões em 2025. Com operações em países como Colômbia e Argentina, a V8 cresce de forma orgânica e com consistência. “Já tivemos propostas de aquisição. Mas não queremos só dinheiro. Queremos manter o legado. A cultura. As pessoas que construíram isso com a gente.” 

Mas nem tudo são vitórias. Graci fala com franqueza dos tombos. Das conversas difíceis. Da solidão. “A jornada de mãe e empreendedora é solitária. Achamos que precisamos dar conta de tudo. Ser a melhor CEO, a melhor mãe, a melhor vendedora. Mas não dá. Os pratos vão cair. E tudo bem. Se você tiver alguém por perto, alguém pega.” 

Ela é mãe de dois. E aprende todos os dias com eles. “Sou muito perfeccionista. Às vezes transfiro isso para os outros. Mas venho mudando. Perguntando: estou cobrando demais de mim? E dos outros?” A resposta tem sido o equilíbrio. “A V8 está acima da gente. Por isso compramos a parte dos outros sócios. Queremos perpetuar isso. E fazer do nosso jeito.” 

A grande força

Graci se define como uma mulher forte e sabe o preço disso. “Ser de uma família de dez filhos, com muitas mulheres, sem pai, molda você. Traz força. Mas também traz dureza. E, às vezes, essa força em excesso cobra.” 

Ao longo da carreira, precisou masculinizar sua postura para ser ouvida. Hoje, acredita que isso precisa mudar. “É possível ser forte sendo mulher. Sendo feminina. Não precisamos nos moldar ao outro para ter valor.” 

Por isso, decidiu se engajar com mais intenção no apoio a mulheres. Faz mentorias, participa de talks e, a pedido do filho, começou um trabalho em sua escola, conversando com meninas de 17 anos sobre carreira, escolhas, futuro. “Quero fazer mais. Quero devolver.” 

Para quem está começando, Graci deixa uma mensagem simples. “Acredite na sua força. E veja sua fraqueza com outros olhos. Ela pode ser sua fortaleza. Sempre me disseram para trabalhar meu defeito. Mas, às vezes, é só questão de lapidar.” 

E o legado que deseja deixar não é um império, nem uma cifra. “É amor. Porque eu cresci sem isso. Cresci com violência. E se eu puder deixar algo neste mundo, que seja amor.” 

Ela respira fundo. E completa: “Nós somos muito fortes. Mas às vezes, nos esquecemos disso. Ou pior: tenta esconder. Não precisa. Juntas, somos ainda mais fortes”, conclui. 

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Editora-chefe e diretora de Conteúdo do IT Forum, Déborah Oliveira é jornalista com mais de 17 anos de experiência na área de TI. Tem passagens pelas redações da Computerworld, CIO e IDG Now!. Bacharel em Jornalismo, com graduação executiva em Marketing, e MBA em Marketing. Em 2018, foi vencedora do prêmio de melhor Jornalista de TI no Brasil, do Cecom. Em 2019 e 2020, foi destaque do mesmo prêmio na categoria Telecom. É uma das autoras do livro “Da Informática à Tecnologia da Informação – Jornalistas Contam Suas Histórias”, pela editora Reality Books, lançado em 2020.

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