Planejamento de longo prazo, análises minuciosas, definição de metas e foco na gestão orçamentária. São estas as principais diretrizes das equipes financeiras de companhias denominadas de alto desempenho, as chamadas de classe mundial. O resultado é que elas diminuem custos com BI e outras ferramentas de tecnologia e, ao mesmo tempo, aumentam eficiência e previsibilidade nos negócios. As conclusões foram apresentadas pelo Hackett Group, firma de consultoria e benchmarking, no Cognos Finance Forum 2008.
?O que descobrimos ao analisar as companhias foi que 83% delas não conseguem fazer previsões de ganhos para os próximos dois trimestres?, explica o líder e conselheiro executivo financeiro do grupo, Brian Hall. Segundo ele, uma das diferenças práticas que criam esse gap de desempenho entre as empresas é o uso da tecnologia. Nas organizações de alto desempenho, o uso de softwares para gestão orçamentária, por exemplo, é de 71%. Nas companhias que figuram na média de desempenho, o número fica em 13%.
Outra diferença é que as companhias de melhores resultados definem cinco ou seis direcionadores de sucesso em sua estrutura e focam em melhorar discrepâncias durante esses processos. Assim, o detalhamento é mais efetivo, ao contrário do que acontece em outras organizações, que definem metas e não repensam seus processos.
Parceria prática
De acordo com Hall, a motivação para que as companhias utilizem softwares de finanças com base em planejamento de longo prazo e uma visão estratégica deve partir do diretor financeiro. No entanto, adverte ele, é impossível que sozinho esse profissional consiga implementar as mudanças necessárias para aumentar o desempenho da área financeira da empresa.
Dessa necessidade, surge a obrigatória aproximação dos dois principais executivos nesse processo: CFO e CEO. O diretor executivo, mesmo que sem a mesma desenvoltura na área técnica, é que ficará encarregado de mostrar ao board os benefícios da análise dos drivers de crescimento dentro da companhia.