Uma escultura tem milhares de anos. Lá está ela com 2 mil anos de idade esculpida em busco cozido de argila com tom de terra e cabeça ligeiramente inclinada. Um tipo de arte que praticamente desapareceu, deixando para trás nada além de uma coleção de figuras cativantes de um passado desconhecido.
Não seria nenhuma surpresa comparar essa situação com a qual vive a TI das empresas. A área está desaparecendo. Ao menos naquele formato tradicional, ou mesmo antigo que tem a figura do CIO estagnado. É essa reflexão que propõe Michael Maoz, vice-presidente do Gartner.
E é nesse cenário que surge o bom gestor, em sua opinião. “Você tem talentos que estão presos à função de administrador de banco de dados ou especialista em serviços web que estão há dez anos no cargo só esperando uma promoção?”, questiona. Ok, pode não ter nada de errado nisso, mas o que você, CIO, está fazendo por essas pessoas? Para a evolução delas e do departamento?
Encontrar os talentos certos com paixão é vital para o sucesso da TI e, consequentemente, dos negócios, avalia. Na visão do especialista, quando você encontra um CIO com as características de um Steve Kerr, ex-jogador de basquete e coach, você sabe que vai ter uma equipe de TI que está inspirada hoje e continuará amanhã.
“Os melhores CIOs engajam talentos, mapeiam áreas atual e futura de crescimento e incentivam mudanças que precisam ser feitas. Isso tudo com vitalidade e animação. Esse é o lugar onde todos nós queremos trabalhar”, incentiva.
Para o CIO, a mesma situação é verdadeira. Sem uma liderança inspiradora,
sem o apoio do CEO, pode ser a melhor empresa, mas ela desaparecerá completamente não deixando para trás nem mesmo as memórias cativantes de um passado desconhecido.