Do home office em escala a ciberataques orquestrados sob a preocupação da doença, pandemia cobra atenção
A covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, tem mobilizado todos os setores da economia mundo afora. Com números globais de diagnosticados que dão saltos a cada dia, o coronavírus tem forçado empresas e líderes reagiram rapidamente. Um dos reflexos foi o home office adotado em larga escala. Em uma pesquisa inédita, a IT Mídia levantou as empresas do setor de TI que adotaram medidas de trabalho remoto como resposta à pandemia. Mais de 130 delas afirmaram incentivar a prática.
Ao mesmo tempo, a situação emergencial cobra planos de continuidade e mitigação de riscos, com CIOs sendo mais do que nunca cobrados para atuar na linha de frente. E, claro, a TI também é cobrada para gerenciar as crises de segurança cibernética para os perímetros que vão além do escritório. Afinal, cibercriminosos estão atentos a um novo padrão: com a maioria trabalhando de casa, as tentativas de phishing e sequestro de informações tendem a subir. Segundo levantamento recente da Check Point, 50% dos sites com domínios sobre o coronavírus tem mais chances de serem maliciosos.
A criatividade humana também não tem encontrado limites para criar fake news sobre a covid-19. Um canal no WhatsApp criado pelo Grupo de Estudos da Desinformação da Unicamp, reuniu mais de 8 mil boatos sobre a doença em cerca de duas semanas desde que o canal foi criado. O Ministério da Saúde também tem trabalhado para monitorar as notícias falsas e reportou que 85% das fake news que recebeu eram relacionadas à nova doença.

Em meio à crise, é preciso também destacar notícias positivas que rondam a nova realidade. Dezenas de startups se mobilizaram e estão oferecendo suas soluções e produtos de forma gratuita, a preço de custo ou de forma customizada para atender às demandas durante a pandemia.
A tecnologia também tem protagonizado avanços para compreensão do coronavírus. O primeiro alerta sobre a doença foi realizado por um algoritmo da startup canadense BlueDot, que mapeia notícias de centenas de fontes. Já a startup brasileira de inteligência artificial Laura, desde o anúncio do alerta de pandemia pela Organização Mundial da Saúde vem trabalhando no desenvolvimento de uma solução para ajudar os hospitais na triagem e previsão da demanda de atendimento de pacientes com suspeita de COVID-19. Um consórcio de supercomputadores nos Estados Unidos que conta com o apoio da NASA e do MIT também tem concentrado esforços para apoiar o avanço de pesquisas na área.
Big data e analytics também têm sido usado para mapear e destacar as notícias sobre o novo coronavírus. A Microsoft lançou na última semana um mapa que acompanha em tempo real o surto do coronavírus pelo mundo, mostrando também que o número de pacientes diagnosticados com a doença tem, a cada dia, aumentado. Hoje, mais de 103 mil pessoas que testaram positivo para a doença foram consideradas como casos recuperados.