Deixar o ensino de inglês mais alinhado com a experiência de vida dos alunos e tornar o aprendizado mais rápido eram os objetivos pretendidos (e atingidos) pela Cultura Inglesa com o projeto de quadros interativos adotado em 2007. ?O ambiente de ensino não pode ficar de fora do mundo em que as pessoas vivem?, afirma Waldir Lorenzetti, gerente de TI da escola. Ainda mais com um público formado em sua maioria (60%) por jovens.
Os primeiros testes foram realizados com uma lousa em 2006. Em fevereiro do ano passado, veio a decisão de expandir o projeto para as 17 unidades próprias em São Paulo ? cerca de 290 salas ? o que gerou uma maior demanda do ambiente de TI. ?Dobramos o número de computadores com acesso à internet nas salas de aula?, conta Lorenzetti. Com isso, o tráfego na rede cresceu por volta de 40%, os links de comunicação foram duplicados, a matriz passou a contar com 6MB e as filiais com 512 kbps cada.
Com uma equipe bastante reduzida ? dois funcionários próprios, que ganharam o apoio de mais dois estagiários com a implantação do projeto ? a área teve de investir em novas tecnologias para administrar a nova configuração do ambiente. Para gerenciar o fluxo da rede, foram adquiridos 72 switches da Linksys, instalados pela IPconnection. O help desk e o inventário foram centralizados em uma ferramenta da Automídia. Entre os benefícios atingidos, Lorenzetti cita a possibilidade de configuração remotamente e a maior visibilidade do que está acontecendo na ponta. ?No último ano temos adotado os conceitos do Itil, com ferramentas de monitoração e maior integração dos sistemas?, conta.
Assim, comemora o gerente, é possível atender mais rapidamente e medir a satisfação dos clientes internos com a área de TI. Além disso, a área consegue monitorar o desempenho dos parceiros na prestação dos serviços, algo muito importante para uma empresa que tem uma equipe de TI reduzida e que conta com fornecedores para executar suas funções. ?Para alguns, já colocamos indicadores nos contratos. Para outros, ainda estamos estudando?, completa o gerente.
Em todo o projeto de lousas eletrônicas foram investidos R$ 2 milhões. ?Em um ano, conseguimos utilizar bem os novos recursos. Os profissionais e alunos estão bem à vontade com a tecnologia?, comemora Lorenzetti.