Parece ficção científica, mas um cientista inglês garante que seres humanos serão imortais. E mais: sua expectativa é de que não demore muito para isso acontecer e pessoas vivas hoje terão essa “nova experiência de vida”. A previsão é de Aubrey de Grey, gerontologista biomédico que vive na Califórnia, nos EUA, e CSO (Chief Science Officer) da SENS Research Foundation, ONG de pesquisa biomédica que realiza e financia laboratórios de pesquisa dedicados a combater o processo do envelhecimento.
O cientista apresentou suas teorias durante palestra na Campus Party, na última quarta-feira (02/02). “Pretendemos estender o tempo que uma pessoa fica saudável. Aquelas com cem anos de idade terão a mesma saúde de uma de 30”, afirmou de Grey, que acredita que viveremos mil anos ou até mesmo sem nenhum limite de idade.
Para ele, o envelhecimento e a morte são resultados de um acúmulo de danos durante a vida. O processo seria, então, cuidar do corpo humano ao longo da vida, cuidando de possíveis danos, com remédios que atuem dessa forma. “Esse tratamento não previne os danos, mas sim as consequências dos danos, ou seja, as consequências da idade só acontecem quando você tem muitos danos.”
Para ele, alzheimer e câncer, por exemplo, não são doenças relacionadas apenas ao envelhecimento, mas sim parte desses efeitos colaterais sofridos ao longo da vida. Seu projeto pretende trabalhar nos estágios iniciais que originam esse tipo de doença.
Ele comparou essas novas “máquinas” em forma de seres humanos a carros. “Veículos foram feitos para durar 10 ou 15 anos, mas, se bem cuidados, podem durar 100. A mesma coisa com nosso corpo.”
Ainda na linha de máquinas, o cientista lembra que as pessoas em geral não estavam preparadas para a revolução industrial e hoje ninguém pensa que foi uma má ideia. “Acho que acontecerá o mesmo”, finaliza.