O data center é um ativo estratégico para todos os setores de negócio, mas com uma importância peculiar.
Em qualquer indústria, o data center é instrumento de sustentação para as transformações dos modelos de negócio que ocorre por meio de inovação, melhoria de produtos e serviços, atração e relacionamento com clientes, desenvolvimento da marca, produtos colocados em tempo para o mercado, uso de Tecnologias disruptivas, mais velocidade, uso de soluções mobile, smart devices, internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) e Big Data Analytics, por exemplo.
Esse ativo estratégico também está no centro da continuidade da operação do negócio, que remete diretamente a perdas financeiras, redução da produtividade, perda de dados, queda do desempenho da operação, perda de ativos e insumos, quando interrompe a produção e danos a marca e credibilidade da organização.
Em hospitais, o data center está na cadeia que sustenta a vida e o bem-estar dos pacientes com aplicações e serviços de TI que proporcionam o primeiro atendimento no Pronto Socorro, mantém os prontuários eletrônicos dos pacientes, integram os ativos de imagem e diagnóstico, levam imagens e informações em tempo real até os blocos cirúrgicos, controlam as equipes de higienização, as prescrições e a farmácia, a alimentação dos pacientes e a integração com o processo financeiro e administrativo. Tudo é executado dentro de Data Centers, sejam eles próprios ou contratados (hosting, colocation, cloud computing).
Em setores críticos, a responsabilidade dos gestores de tecnologia em gerenciar um ativo com tamanho impacto é muito alto.
Para esses gestores, resta implementar a abordagem correta para gerir seus data centers, listada a seguir:
• Gerenciamento intensivo dos riscos
• Maturidade na gestão dos ativos
• Gerenciamento da capacidade de crescimento. Um novo equipamento pode ser incapaz de ser instalado por não haver capacidade de infraestrutura ou em servidores, storage e ativos de rede
• Obsolescência dos ativos
• Gerenciamento, monitoração e visibilidade do orçamento (Capex e Opex)
• Gerenciamento dos serviços e monitoração
• Seleção de fornecedores capazes de desenhar, construir, instalar, ocupar e manter o data center
• Gerenciamento completo do ciclo de vida do data center
• Dimensionamento em função do roadmap de crescimento e suporte ao negócio
Além da gestão, os critérios de infraestrutura e engenharia que devem ser cumpridos compreendem:
• Compliance com certificações do setor
• Gestão e suporte a softwares e equipamentos
• Arquitetura de telecom
• Concorrência por energia
• Requisitos de refrigeração
• Contaminação do ambiente
• Ocupação de espaço
• Capacidade de manutenção a quente
• Tolerância a falhas
Se essa é a visão correta e as melhores práticas comprovam, como então alcançar esse estado da arte na gestão do data center?
Com a missão de sustentar a operação diária, entregar serviços e atender o negócio, como lidar com recursos escassos e nem sempre qualificados para contemplar os critérios técnicos, de tecnologia, de integração, Capex, Opex, de experiência, projeto executivo e normas do setor?
A grande quantidade de disciplinas envolvidas demonstra o nível de dificuldade enfrentado pelas empresas para realizar a gestão assertiva dos data centers.
Um ativo estratégico com potencial para diferenciar e continuar a operação do negócio não é um assunto para a área de infra e facilities, mas um tema que deve estar na pauta dos executivos do negócio.
No próximo artigo, de uma série de cinco, abordarei a importância estratégica do data center. Fique de olho!
*Ivan Abreu Paiva é diretor de Consultoria Estratégica da TecnoComp