Carros autônomos, inteligência artificial, machine learning. As tecnologias que estão sendo criadas nos últimos tempos são cada vez mais fascinantes. A última novidade desenvolvida para carros que dirigem sozinhos chama-se “deep learning” – uma técnica para treinar a máquina com base em um programa de rede neural, similar ao cérebro de verdade.
A ideia é que os veículos possam “visualizar” melhor o nosso mundo e, tendo “consciência” dele e reconhecendo obstáculos e caminhos, possam tomar melhores decisões – e, consequentemente, fazer escolhas mais seguras.
A diferença entre a deep learning e uma tecnologia de reconhecimento visual tradicional, com sensores, é que a primeira permite que a máquina aprenda novos objetos, diferente da segunda que já possui itens classificados e armazenados.
Dessa forma, o computador pode reconhecer as diferenças entre um bolo de uma camada e um de duas camadas, por exemplo, aprendendo as diferentes formas e, posteriormente, reconhecendo até mesmo bolos nunca antes vistos.
Assim, carros autônomos também ganharão a autonomia para discernir se é necessário diminuir a velocidade, porque há uma pessoa que potencialmente irá atravessar a rua ou se ela está apenas parada na calçada e, portanto, o veículo pode seguir naturalmente.
Se você imaginar essa mesma cena, mas envolvendo uma criança ou um cachorro, essa capacidade de reconhecimento é ainda mais interessante no quesito segurança.